DA MARÍLIA QUE TEMOS À MARÍLIA QUE QUEREMOS – III

DA MARÍLIA QUE TEMOS À MARÍLIA QUE QUEREMOS – III

A Marília que temos é uma bela cidade. Um lugar agradável para se viver, criar os filhos, trabalhar e fazer planos para o futuro. Mas, sem dúvida, a Marília que queremos é muito melhor, com ainda mais oportunidades e, principalmente, com ações concretas do Poder Público que possibilitem o seu desenvolvimento sustentável, com serviços públicos de qualidade e oportunidade para TODOS.

Afinal, embora muita gente desconheça ou ignore, existe nas periferias uma Marília completamente diferente, com milhares de marilienses que sofrem ainda mais intensamente as consequências da falta de transparência e, muitas vezes, da má gestão do dinheiro público.

Contra isso, acreditamos que um Governo Participativo seja mais eficiente e neste sentido já apresentamos aqui diversas propostas resultantes do 1º Encontro por Marília, só que ainda há muito que falar desse belo trabalho desenvolvido por VOLUNTÁRIOS engajados no controle social dos gastos públicos.

O evento realizado pela MATRA, em janeiro deste ano, em parceria com a Ong Origem, o movimento Gratus e diversas entidades representativas da sociedade civil organizada, fez um diagnóstico dos principais problemas enfrentados pela população e, mais do que isso, promoveu o debate com especialistas em busca de soluções para que pudéssemos almejar uma cidade mais justa, inclusiva, responsável e fortalecida (econômica, social e culturalmente).

Dentre as propostas elaboradas, que lembramos já foram entregues ao Prefeito, estão ainda:

* Criação da FAM-Fest: Feira da Alimentação de Marília (afinal, somos a Capital Nacional do alimento!);

* Implementação da obrigatoriedade da GESTÃO PÚBLICA INTEGRADA, que permita o entrelaçamento dos equipamentos públicos na execução dos Projetos de Desenvolvimento Sócio Territorial;

* Criação de um comitê de captação de recursos exteriores, responsável pela melhoria e aprofundamento das relações do município com suas cidades-irmãs e demais órgãos de desenvolvimento internacionais;

* Direcionamento de 10% da verba de publicidade do município para divulgação do “destino turístico  Marília” – com um enorme potencial a ser trabalhado.

Na área de meio ambiente a proposta mais apoiada pelos participantes foi a implementação da Coleta Seletiva Democrática com Inserção Social e o Plano Municipal de Resíduos Sólidos. A ideia é que, assim como ocorre em inúmeros municípios brasileiros, se utilize dos processos de reciclagem para promover o descarte responsável do lixo produzido na cidade, com inclusão social e geração de renda – fortalecendo e dando condições dignas de trabalho aos catadores de materiais recicláveis.

O manejo sustentável da água também foi bastante discutido. A proposta é que a Administração Municipal faça um cadastramento das nascentes; desenvolva planos de recuperação dos mananciais e reative o Consórcio Intermunicipal para o cuidado das bacias hidrográficas.

Isso, aliado à divulgação da qualidade da água nas fontes municipais; elaboração de um Plano de Arborização Urbana; revitalização do Bosque Municipal e a criação do “Parque do Bosque Perdido”, ao lado da Via Expressa (na zona sul), resultaria em um salto na qualidade de vida dos moradores.

E para fechar a série de propostas elaboradas para a construção da Marília que queremos não poderíamos deixar de destacar o enorme potencial cultural da cidade, elencando algumas ações que certamente contribuiriam neste sentido. Dentre elas:

* mapeamento dos equipamentos públicos viáveis para a Cultura;

* organização de eventos locais para o fomento dos talentos;

* busca de um espaço próprio para a futura implantação da Escola Municipal de Artes;

* educação de trânsito (com a criação de um grupo de teatro amador para fazer apresentações em escolas, no comércio, etc.);

* criação do Comitê Gestor do Museu de Paleontologia (em parceria com as Secretarias Municipal da Cultura, Meio Ambiente, Turismo, Educação e a iniciativa privada).

Esta é mais uma ação concreta da sociedade civil organizada na busca por uma cidade ainda mais linda, limpa, acolhedora, responsável e justa. Agora cabe ao Poder Público colocar as propostas em prática. Porque Marília tem dono, aliás, sempre teve: VOCÊ.