MATRA PARTICIPA DE REUNIÃO COM LIDERANÇAS DA SOCIEDADE PARA DEFINIR ESTRATÉGIAS CONTRA A INSTALAÇÃO DE NOVAS PRAÇAS DE PEDÁGIO NA REGIÃO

MATRA PARTICIPA DE REUNIÃO COM LIDERANÇAS DA SOCIEDADE PARA DEFINIR ESTRATÉGIAS CONTRA A INSTALAÇÃO DE NOVAS PRAÇAS DE PEDÁGIO NA REGIÃO

Lideranças políticas e da sociedade civil organizada estiveram reunidas na última sexta-feira (08/03), no auditório da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marília), para tratar dos impactos para a região do projeto de privatização da SP-294 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros), conforme anúncio do Governo do Estado.

O evento contou com a participação de aproximadamente 50 pessoas, dentre as quais membros da OSCIP MATRA (Marília Transparente), Secretários Municipais de Marília, políticos e membros associações comerciais de municípios vizinhos.

A reunião foi aberta pelo anfitrião, Adriano Luiz Martins (Pres. da ACIM), que leu uma parte do Edital relativo à privatização (que já está em andamento) e em seguida as lideranças presentes debateram o assunto.

Ao final das explanações ficou definido que serão criados dois grupos de trabalho: Um para tratar da mobilização social e outro para cuidar da negociação no âmbito político, sob coordenação da ACIM. Um novo encontro será marcado em breve para o encaminhamento das sugestões que foram apresentadas.

Para Edgar Cândido Ferreira, vice-presidente da Matra, que também esteve na reunião, a mobilização da sociedade civil organizada é fundamental para evitar que tenhamos que arcar com mais este aumento de custo, que terá reflexos em toda a cadeia produtiva, indústria, comércio e prestação de serviços.

Além disso, a rodovia em questão já foi duplicada anos atrás e acabou de passar por uma reforma no trecho entre Marília e Bauru – obras que foram custeadas com dinheiro público: “A sociedade já pagou pela conservação da rodovia por meio de impostos e terá que pagar também o valor do pedágio? Assim fica fácil para a concessionária, que não terá que arcar com os custos iniciais”, indagou Edgar. Que completou: “Esse custo, que já foi arcado pelo cidadão contribuinte, terá que ser deduzido do custo final da tarifa, pelo menos por um período para ser justo”.

Diversos setores da sociedade estão unidos para discutir o modelo de privação que está sendo proposto: “É muito importante que, conforme a sugestão da Matra, além da mobilização social seja formado também grupo sólido para fazer a negociação direta com a ARTESP com a concessionária e o Governo do Estado, uma vez que o processo de privatização já está em andamento”, concluiu o representante da Matra.

*Fotos: Matra