Pregão eletrônico diminui a corrupção e gera economia para o Estado

Pregão eletrônico diminui a corrupção e gera economia para o Estado

Santa Catarina foi o mais recente estado da União a aderir de maneira integral ao uso do pregão eletrônico para os processos de compras públicas. A decisão recente deve gerar uma economia de R$ 40 milhões por ano e diminuir a corrupção no governo. A iniciativa representa um grande passo para o Estado e pode ser exemplo para outras regiões do país fazerem o mesmo.

Com esse decreto novas empresas poderão fazer parte do processo licitatório e assim aumentar a oferta de produtos e, por consequência, diminuir o preço que o governo deverá pagar por cada item em uma licitação. Para ter uma noção do impacto, no ano passado, ocorreram mais de 270 pregões presenciais em Santa Catarina, um total de R$ 258,1 milhões em compras e contratações. A medida irá proporcionar uma economia de até 16% deste valor.

Medidas como essa são fundamentais para eliminar a corrupção nas camadas mais profundas do governo. É através da tecnologia e do uso do pregão eletrônico que deixamos o processo licitatório muito mais transparente. O que é fundamental. Recentemente, Santa Catarina vivenciou a operação Alcatraz, que investigou desvios realizados através das licitações. Transformar o processo licitatório do governo é urgente para no nosso estado.

Além da transparência, a digitalização do processo gera oportunidade para outras empresas, menores e do interior do país, participarem como fornecedores. Com a digitalização, as oportunidades são as mesmas para pequenas e grandes empresas, que passam a poder competir igualmente. Vale lembrar que no pregão eletrônico o que importa mesmo é o preço final do produto, e a estrutura da sua empresa não impacta indiretamente nisso. Porém, para os pregões presenciais, é muito mais desafiador uma pequena organização participar da disputa, por não possuir recurso necessário para enviar representantes para o local. Em contrapartida, as grandes organizações podem desenvolver times especializados no processo licitatório e pagarem viagens para representantes participarem de licitações presenciais, por exemplo.

Os dados são de uma reportagem publicada no site do Estadão esta semana, que apontou também que quando essas empresas menores começam a ganhar as disputas, o dinheiro passa a circular por diferentes camadas sociais, atingindo cidades pequenas e pouco desenvolvidas, incentivando novos empreendedores a adentrarem no ramo e impulsionando a economia como um todo.

Medidas como essa também incentivam o desenvolvimento de novas tecnologias para auxiliar os fornecedores, como automação para os processos licitatórios e a criação de softwares e startups de logística, por exemplo.

Até o momento, além de Santa Catarina, apenas quatro outros estados possuem medidas como essa. São eles: Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. E também as capitais Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Espero que outros estados da União se inspirem em Santa Catarina e realizem o mesmo processo. Só assim vamos conseguir transformar as compras públicas e eliminar a corrupção do processo.

Fonte: Estadão

*imagem meramente ilustrativa