Uma pesquisa da Transparência Internacional – Brasil/Datafolha, lançada no Dia Internacional de Combate à Corrupção, revela percepção negativa sobre instituições e órgãos de controle em todos os níveis, apesar de leve melhora na avaliação do governo federal.
Os dados divulgados hoje (9), apontam que mais de 9 em cada 10 especialistas em compliance dizem acreditar que o Congresso Nacional falha em demonstrar compromisso e adotar ações adequadas para o combate à corrupção. A avaliação é melhor, mas ainda negativa, para governo federal e Poder Judiciário: 71% dos especialistas dizem que o governo falha e 67% acreditam que o Judiciário falha no combate à corrupção.
A avaliação também é negativa em relação à capacidade e à independência percebida pelos especialistas de compliance sobre os órgãos de controle da corrupção: para 59% os órgãos federais (como Justiça Federal, MPF, CGU, TCU, Polícia Federal, Receita Federal e CADE) não têm capacidade adequada e independência, enquanto que para 84% faltam capacidade e independência aos órgãos de nível estadual e municipal (como Justiça Estadual, Ministérios Públicos dos Estados, Controladorias estaduais e municipais, e Polícias Civis dos Estados).
Os dados são da pesquisa encomendada pela Transparência Internacional – Brasil ao Datafolha.
A pesquisa ouviu 96 diretores, chief compliance officers e especialistas da área de compliance das 1.000 maiores empresas do Brasil de acordo com o Ranking do Valor Econômico sobre a integridade no mercado brasileiro, entre os dias 2 de setembro e 12 de novembro. A margem de erro é de 10 pontos percentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%.
Em 2024, a mesma pesquisa já havia questionado sobre o combate à corrupção por parte do governo federal. Na pesquisa anterior, apenas 15% dos especialistas em compliance consultados afirmaram que o governo demonstrava compromisso e adotava ações adequadas para o combate à corrupção – percentual que subiu, em 2025, para 29%.
Questionados sobre uma lista de ações que mais poderiam prejudicar o combate à corrupção, 41% dos ouvidos escolheram as nulidades processuais por decisões questionáveis do Judiciário, 25% a politização de agentes anticorrupção e 17% reformas que enfraquecem atos anticorrupção. Para 90% as anulações de casos de corrupção pelo Poder judiciário afetam a percepção de impunidade e impactam negativamente as práticas de integridade no ambiente de negócios brasileiro.
*Fonte: Transparência Internacional
**Imagens meramente ilustrativas.

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