Notícias

Busca

MATRA

Após operação, PF indicia 60 em Dourados (MS)

10 de setembro de 2010 - 00:00

A Polícia Federal indiciou 60 pessoas sob a acusação de irregularidades apuradas na Operação Uragano, que prendeu 29 pessoas em Dourados (MS), incluindo o prefeito, o vice e o presidente da Câmara e deixou a cidade "sem comando" por alguns dias.

Entre os crimes, segundo a PF, estão formação de quadrilha, corrupção e direcionamento de licitações. Os 29 detidos em 1º de setembro na operação estão entre os 60 indiciados sob as acusações.

A lista inclui o prefeito Ari Artuzi (PDT), a primeira-dama Maria Aparecida Artuzi e o vice-prefeito Carlos Roberto de Assis Bernardes (PR), que continuam presos.

Também foram indiciados o presidente da Câmara, Sidley Alves da Silva (DEM), seu vice, José Carlos de Souza (PSDB), quatro vereadores, quatro ex-secretários municipais e o ex-procurador-geral do município. Todos eles continuam presos.

Na edição de quarta-feira do "Diário Oficial" do município foram publicadas as exonerações dos quatro secretários e do procurador-geral, além dos funcionários comissionados que trabalham nos gabinetes deles.

As demissões foram determinadas pelo juiz Eduardo Machado Rocha, que ocupa interinamente o cargo de prefeito desde a prisão de Artuzi.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam o prefeito como chefe de um esquema que desviava 10% de todos os contratos firmados pela prefeitura em áreas como saúde e transporte.

Os valores eram direcionados a vereadores de Dourados, para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito.

OUTRO LADO

O advogado do prefeito e da primeira-dama, Carlos Marques, afirma que eles são inocentes e que analisa o inquérito para decidir como pedir a soltura do casal.

O advogado do vice-prefeito, José Wanderley, diz que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade.

João Arnar Ribeiro, que representa o presidente da Câmara, o vice-presidente, o procurador do município e os secretários de Finanças e Administração, afirma que eles negam as acusações.

Ele diz que pretende esperar o Ministério Público oferecer a denúncia para articular a defesa.

A família de Humberto Teixeira Jr. afirmou que seu advogado não pretende falar sobre o assunto.

A reportagem entrou em contato com a família do ex-secretário de Obras Dilson de Sá, mas não obteve retorno. Os advogados do ex-secretário de Serviços Urbanos Cláudio Hall e do vereador Edvaldo Moreira (PDT) não foram localizados.


Fonte – Folha de SP

Comentários

Mais vistos