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APARELHO DE RESSONÂNCIA QUEBRADO NO HC PREJUDICA PACIENTES HÁ QUASE UM ANO

21 de fevereiro de 2017 - 12:00

Com uma lista de espera de aproximadamente 6 mil procedimentos, a ressonância magnética do Hospital das Clínicas deve voltar a funcionar até o fim da semana, após um ano de suspensão. Por conta disso, o Departamento Regional de Saúde destinou parte do serviço para outras duas instituições, em Marília e Tupã.

A demanda reprimida do SUS na região é de 550 ressonâncias por mês, somando em torno de seis mil procedimentos desde março do ano passado, quando o serviço parou. Parte da demanda foi atendida pelo HBU (Hospital Beneficente Unimar) e uma minoria resolveu pagar pelo procedimento, em torno de R$ 650,00.

O professor assistente da Disciplina de Radiologia da Famema, a que pertence o Hospital das Clínicas, Ricardo Baaklini, afirma que a manutenção do aparelho está sendo cumprida e que os exames podem voltar a ser agendados até o fim da semana.

No entanto, em função do acúmulo de pacientes em espera, o DRS abriu chamamento público e destinou parte dos exames para o Irad (Instituto de Radiologia de Tupã) e parte para a Santa Casa de Marília, por meio da unidade da Ultra-Rad localizada dentro desse hospital.

O Irad ficou com 250 exames por mês e a Santa Casa com 70. Segundo Baaklini, essa capacidade deve atender principalmente aos pacientes da região de Marília (62 municípios). “Os pacientes locais terão prioridade na realização do procedimento na cidade, principalmente pelo HC, que ainda vai realizar mais de 200 exames/mês”. O médico radiologista afirmou que, da demanda regional de 550 ressonâncias, 250 são de pacientes de fora.

O SUS paga R$ 268,00 por ressonância magnética realizada, enquanto os convênios de saúde pagam R$ 550. O custo do exame, de acordo com o médico radiologista, é de R$ 300,00, somando equipe, manutenção do aparelho e impostos. “O que o SUS paga não cobre nem o custo. Por isso não há interesse pelos serviços em assumir esse procedimento. O próprio Hospital da Unimar não quis renovar o contrato que expirou há alguns meses”.

Baaklini afirmou que a maior parte dos exames de ressonância, em especial de pacientes de Marília, voltará a ser cumprida pelo Hospital das Clínicas, que é uma instituição pública voltada ao SUS. Apesar da expectativa de funcionamento do aparelho até o fim da semana, na porta do serviço um informativo continua a mencionar que o equipamento está quebrado, sem previsão de conserto.

Fonte: Jornal da Manhã

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