Notícias

Busca

MATRA

Aterro Sanitário: Cetesb aprova projeto para área emergencial

12 de agosto de 2011 - 09:13

A GERÊNCIA regional da Cetesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) entregou ontem à prefeitura um parecer favorável ao projeto técnico, para o uso emergencial da área anexa ao atual aterro sanitário, em Avencas.  

 

 

 

Foi maior avanço do município, desde a interdição do aterro saturado, em abril. O aval técnico possibilita, enfim, por fim ao transbordo do lixo para outra cidade. O município só depende agora de um acordo com o Ministério Público, para liberar, preparar e utilizar o novo espaço para o despejo do lixo.  
 
De acordo com gerente regional do órgão, paulo Wilson Camargo, o documento foi entregue ao secretário de gabinete, Nelson Virgílio Grancieri, o Nelsinho. No final de junho, o órgão havia rejeitado o estaudo. "Solicitamos algumas complementações e após uma nova análise, constatamos que o projeto para uso da célula emergencial é viável", disse Camargo.

 
Para cumprir as normas ambientais, será necessário revestir o solo com uma camada de argila, sobreposta de uma manta de PDA (Polietileno de Alta Densidade) com 2 mm, seguida de uma camada de terra, além da instalação de drenos para água da chuva e sistema de captação de chorume.
 
O projeto prevê uma vida útil de apenas dez meses para o aterro emergencial. É o prazo que a prefeitura tem para definir uma nova área, elaborar estudos complexos com o EIA/RIMA (respectivamente, Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), e submeter a processo de licenciamento junto à Cetesb. Caso as medidas não sejam adotadas, o transbordo terá que recomeçar. 

Camargo destaca que a aprovação do projeto, porém, só terá efeitos práticos após uma decisão do Ministério Público. Caso haja o acordo, serão necessárias intervenções para preparar a base do aterro, o que deve levar pelo menos 20 dias.

“Não estamos, e nem vamos, licenciar a área anexa. Isso seria impossível porque o aterro continua interditado e não podemos ampliar uma estrutura saturada. Nossa manifestação é no sentido de aprovar o projeto. Apenas a Justiça ou o Ministério Público poderão autorizar o uso, mediante um eventual acordo”, afirma o engenheiro.

 
Diariamente, cerca de 160 toneladas de resíduos são produzidos em Marília. Desde a interdição do aterro, o lixo está sendo transbordado a um custo médio de R$ 760 mil por mês. No início de agosto, a prefeitura renovou o contrato inicial (180 dias), substituindo a empresa Controeste pela CGR (Central Guatapará de Resíduos).
 
Transbordo – Em entrevista exclusiva ao Correio Mariliense, na tarde de quarta-feira, o prefeito Mário Bulgareli falou da expectativa de acabar com o transbordo. “Com a autorização para a área anexa, vamos ganhar tempo para um projeto de longo prazo. Vamos trabalhar por um aterro controlado com grande vida útil e uma usina de compostagem”, disse Bulgarelli.
 
A reportagem entrou em contato com o Ministério Público, para questionar sobre um possível acordo, porém o promotor José Alfredo Araújo Sant’Anna, que acompanha o processo de regularização do descarte de resíduos, ainda não retornou os pedidos de informações.
 

Comentários

Mais vistos