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Audiência da Saúde vira debate sobre dengue

26 de fevereiro de 2015 - 09:47

A audiência pública da Saúde, realizada ontem, virou um debate sobre a dengue. Após a prestação de contas pelo secretário municipal, Luiz Takano, referente ao último quadrimestre de 2014, vereadores, imprensa e população passaram a expor seus posicionamentos e questionar as ações do serviço público no combate à epidemia. Os ânimos se alteraram em vários momentos.

O gestor da Saúde informou a arrecadação total de R$ 328.466.820,27 do Município entre os meses de setembro a dezembro, considerando impostos municipais e transferências da União e do Estado. Desse total, R$ 26,03% foram aplicados na Saúde, o que está acima do mínimo por Lei, de 15%. A Prefeitura aplicou R$ 85.485.534,23 do orçamento total na área de saúde, enquanto o mínimo determinado equivaleria a R$ 49.270.023,04.

O secretário informou que foram feitas 24 mil visitas domiciliares por profissionais de campo, mas que especificamente no combate à dengue, 2014 fechou com 250 mil visitas específicas sobre isso, com busca de criadores e orientação à população. Após a explanação da receita e despesa do terceiro quadrimestre de 2014, o próprio gestor abriu espaço a considerações sobre a dengue, em razão do momento epidêmico vivido por Marília. No entanto, a partir daí, a audiência se estendeu por quase duas horas além do normal. Os vereadores Marcos Custódio, José Menezes, Cícero da Silva (do Ceasa), Marcos Rezende, Wilson Damasceno, Mário Coraíni e José Bássiga (Goda) estavam presentes, além do presidente da Câmara, Herval Rosa Seabra. Todos emitiram opiniões e questionaram o secretário da Saúde sobre as ações de controle da dengue. A imprensa também abordou o gestor. A sessão, que começou às 9h30, terminou às 13h40.

A população teve que esperar até depois do meio-dia para conseguir falar, mas aguardou e fez as perguntas de interesse. Pelo menos 15 representantes da comunidade se inscreveram para poderem se dirigir diretamente ao secretário. Luiz Takano informou que várias parcerias já foram firmadas, com escolas, igrejas e o Conselho de Corretores de Imóveis, por exemplo, em uma ação conjunta no combate à dengue. O Tiro de Guerra também vai ingressar no trabalho de campo, de limpeza, busca de criadouros e orientação à população. E o Corpo de Bombeiros já está atendendo as denúncias feitas pela população através do 193. Divergências/Dengue As explanações foram ouvidas, mas não convenceram os representantes de diferentes comunidades, assim como parte dos legisladores. Os assuntos de maior destaque foram a possível falha na prevenção da epidemia, anunciada pela Sucen em 2014, e o total de vítimas da dengue em 2015, que vai de quase 4 mil, segundo a Prefeitura, ate 80 mil, segundo a população. “

Já vimos que a prevenção desenvolvida no ano passado não deu certo”, enfatizou o vereador Wilson Damasceno. Por diversas vezes o presidente da Câmara interviu para acalmar os ânimos e manter a ordem, mas houve palmas, burburinhos, expressões de contrariedade a todo o momento. Não só por parte da população, mas até mesmo por servidores públicos.

Fonte: Jornal da Manhã

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