Aumento do IPTU e da CIP vai pesar no bolso dos marilienses. Na urna, lembre-se de quem aprovou esses abusos.

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Enquanto grande parte dos moradores de Marília enfrentavam os efeitos de um temporal, que deixou a maioria da população sem energia elétrica e sem o fornecimento de água por mais de 36 horas, a maioria dos vereadores, em uma urgência injustificável (criada pelo Prefeito Vinícius Camarinha), aprovou, por 11 votos à 5, o AUMENTO DO IPTU e da CIP (Contribuição para o custeio da Iluminação Pública). O vereador “Chico do Açougue” foi o único que não participou da sessão por problemas de saúde.

Inacreditavelmente, de acordo com o que foi informado em duas audiências públicas, a Lei aprovada, vai resultar, ao mesmo tempo, em um aumento de até 50% no valor do IPTU em 70% dos imóveis de Marília, ou seja, 7 em cada 10. E a CIP, que antes era cobrada em valores fixados de acordo com o padrão de consumo (não chegando a R$ 37,00, para residências e R$ 63,00 para estabelecimentos comerciais), passará a ser cobrada em uma porcentagem de 20% sobre o consumo mensal de energia elétrica, para os consumidores com consumo a partir de 151kWh, o que vai resultar em um valor muito considerável.

Pelo que foi explanado pelo representante da Prefeitura em audiência pública (que pode ser conferida na íntegra no final do texto), com relação ao IPTU, não haverá um simples reajuste, mas um aumento real que varia de 10% a 50%. Sendo assim, tomando por base um aumento médio de 25% do orçado para o IPTU deste ano, no valor de R$ 167 milhões, em 2026 o novo IPTU de Marília renderá aos cofres da Prefeitura R$ 209 milhões, ou seja, R$ 42 milhões a mais, superando todas a receitas individuais do município, inclusive as transferências governamentais (Estado e União). Muito estranho que o imposto mais alto do município seja justamente o da moradia, chega ser DESUMANO. Tanto que para tentar diminuir um pouco o susto na população, resolveram dividir inicialmente em duas etapas, mas depois, por meio de emenda enviada pelo Prefeito, foi aprovado que esse reajuste será dividido em três anos. “Uma pancada no estomago e outra na boca”, como bem disse o Vereador Nardi durante uma das audiências públicas realizadas sobre o tema. Aliás, um dos poucos vereadores que participou, infelizmente.

Já durante a votação do Projeto de Lei Complementar, na última segunda-feira, 22, o vereador Agente Federal Junior Féfin usou a tribuna edeu exemplos do impacto que os aumentos devem causar no bolso dos contribuintes, dizendo sentir vergonha de estar presente em um momento triste para a história de Marília: “Agora, com esse aumento de 50% no IPTU, o povo ficou calado, passivo?”, desabafou o vereador.

Luiz Eduardo Nardi também se manifestou contra a aprovação do projeto antes da votação: “É uma verdadeira excrescência! Isso é uma coisa jamais vista! Uma loucura! Não existe na história do município um aumento de 50% do IPTU. Isso é o fim do mundo!”, disse Nardi.

“Antes de decidir o meu voto eu fui perguntar para quem me elegeu e hoje eu deixo claro o meu voto contra esse projeto. Eu prefiro voltar para a minha casa, olhar para a minha família, e dizer que fui a favor da população mais uma vez”, afirmou o vereador Guilherme Burcão na tribuna.

Batata Corredato também se posicionou contrário à aprovação do projeto de lei. Ele disse que em alguns casos o aumento no IPTU poderá chegar a 100% e falou que, ao contrário do que os defensores do projeto afirmaram, dizendo que havia 12 ou 13 anos que o valor do IPTU não era reajustado, lembrou: “Em 2020 foi 4,52%; 2021 10%; 2022 5,78%; 2023 4,62%; 2024 4,83%. A população que ganha hoje dois mil ou dois mil e quinhentos reais por mês, terá um sofrimento enorme com esse novo aumento. Isso vai acabar com o poder de compra dos marilienses”, concluiu Corredato.

Dentre os que votaram favoravelmente aos aumentos, três vereadores usaram a tribuna para justificar suas posturas, o vereador Professor Galdino da Unimar, Marcos Custódio e a vereadora Dra. Rossana Camacho. Basicamente eles se apoiaram no fato de que existem muitos imóveis irregulares na cidade, com ampliações ou construções não atualizadas no cadastro da prefeitura. Um absurdo de justificativa! Afinal, uma coisa é corrigir as eventuais irregularidades (existentes, inclusive, por falha da própria prefeitura na fiscalização). Outra coisa completamente diferente, é criar regras e cálculos mirabolantes que vão resultar em aumento exorbitante no valor do IPTU e da CIP, visando o aumento de arrecadação em tempos difíceis, punindo a população como um todo. Não podem menosprezar tanto a inteligência da população. Os tempos são outros, estamos na era da informação!

Guarde bem os rostos acima, cidadão, porque vai doer no seu bolso também.

Lembre-se desse prefeito, desses vereadores e vereadoras nas próximas eleições! Eles sempre apostam na memória curta dos eleitores, mas a MATRA e o seu sofrimento na hora de pagar essas contas não vão te deixar esquecer desse dia.

Fique atento e se manifeste! Porque Marília em dono: VOCÊ!

Votaram a favor do prefeito

(contra a população)

  • Danilo da Saúde
  • Elio Ajeka
  • Fabiana Camarinha
  • Professor Galdino da Unimar
  • João do Bar
  • Marcos Custódio
  • Mauro Cruz
  • Delegada Rossana Camacho
  • Professora Daniela
  • Thiaguinho
  • Vânia Ramos

Votos contra o projeto

(a favor da população)

  • Guilherme Burcão
  • Agente Federal Junior Féfin
  • Luiz Eduardo Nardi
  • Wellington Corredato ‘Batata’
  • Delegado Wilson Damasceno

*Imagens meramente ilustrativas.