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Câmara decide se investiga Takaoka por quebra de decoro e improbidade

23 de novembro de 2012 - 08:36

A CÂMARA MUNICIPAL de Marília faz hoje, a partir das 9h, sessão extraordinária para votar o parecer parcial da CP (Comissão Processante) que pretende investigar o presidente Yoshio Takaoka por quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa.

A convocação da reunião ficou decidida durante reunião os vereadores Eduardo Nascimento, José Carlos Albuquerque e o Pedro do Gás, ocorrida na última terça-feira, dia 20.

Na ocasião, Albuquerque explicou que será apresentado aos parlamentares um parecer sobre as acusações atribuídas ao presidente Takaoka. “Os vereadores serão soberanos para decidir se a comissão processante vai ter prosseguimento ou se deverá ser arquivada. Caso se faça a opção pelo prosseguimento, terá início a juntada de documentos e a notificação para que o presidente apresente defesa, com prazo de 15 dias”, ressaltou.
 
A pauta da reunião extraordinária foi disponibilizada pelo portal da Câmara na Internet (www.camar.sp.gov.br). O edital de convocação traz o número 20/2012 e o texto a seguinte inscrição: “Convoca, de acordo com o disposto no artigo 74, da Resolução número 183 de 7 de dezembro de 1990 – Regimento Interno e, parágrafo 5º do artigo 68, da Lei Orgânica do Município de Marília, Sessão Extraordinária para o dia 23 de novembro de 2012, sexta-feira, a partir das 9h, com a finalidade de deliberar sobre o parecer exarado pela Comissão Processante – RP 145/2012, pelo prosseguimento da denúncia formulada pelo vereador Júnior da Farmácia.
 
A sessão vai ser transmitida ao vivo pela TV Câmara – Canal 21 do Sistema NET de Televisão a Cabo e pela Rádio Clube AM. Quem preferir pode acompanhar os trabalhos do Legislativo por meio da internet. Basta digitar o endereço www.camar.sp.gov.br/tvcamara.

O caso
Yoshio Takaoka foi preso em flagrante pela Polícia Federal, acusado de fraude processual e falsificação de documento público. A prisão aconteceu depois de Takaoka ser acusado de compra de votos, conforme conclusão do inquérito aberto pela Polícia Federal, a partir de denúncias feitas antes e após as eleições. Uma assessora e um motorista do gabinete do presidente também foram surpreendidos com cópias de contratos e de cheques, assinados por Takaoka, durante visita a residências de pessoas que supostamente teriam trabalhado em campanha. Os três passaram cerca de 24h na cadeia e só saíram após pagamento de fiança que totalizou cerca de R$ 30 mil.

Takaoka responde ainda a outro inquérito na Polícia Federal, de improbidade administrativa. Isso porque a mesma servidora presa com documentos foi flagrada no interior da sede da PF fazendo fotocópias de documentos, quando deveria estar trabalhando na Câmara.

 
Takaoka aguarda julgamento de mandado de segurança
 
ATÉ O INÍCIO da noite de ontem a Justiça de Marília ainda não tinha se manifestado sobre mandado de segurança protocolado pelos advogados de Yoshio Takaoka, na tentativa de suspender a votação do pedido de afastamento do parlamentar da presidência do Legislativo.
 
O advogado Cristiano Mazeto informou ontem, por volta das 19h, que ainda não havia recebido nenhuma definição da Justiça. A expectativa é de que a decisão seja divulgada hoje. O pedido de afastamento foi votado “em separado” pelos vereadores durante a sessão ordinária da última segunda-feira, dia 19. Caso a Justiça acate o mandado de segurança, o pedido de afastamento não será colocado em votação.
Desmembramento
 
O pedido de desmembramento da comissão processante e do afastamento foi feito pelo vereador José Carlos Albuquerque, como forma de garantir o amplo direito de defesa do presidente Takaoka. “Nós fizemos isso para que não haja nenhum questionamento sobre o processo legislativo. Este é um trabalho privativo e de competência exclusiva dos vereadores, não cabendo qualquer outra interferência. Por isso temos de fazer tudo conforme determina o Regimento Interno e a Lei Orgânica do Município”, afirmou.
 
 

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