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Cobrança de propina: MATRA pede que prefeito apure denúncias

06 de outubro de 2011 - 09:16

A MATRA protocolou ontem um requerimento solicitando que o prefeito Mário Bulgareli instaure urgentemente sindicância ou processo administrativo para apurar as denúncias feitas contra o Chefe de Gabinete e secretário da Fazenda, Nelson Virgílio Granciéri, e seu assessor, André Belizário Jacinto.

Os dois estão afastados oficialmente da administração desde terça-feira.

Em ação civil pública, o Ministério Público Estadual acusa Granciéri e Jacinto de cobrarem propina para liberação de pagamentos a empreiteira que prestou serviço à Prefeitura.

De acordo com a denúncia, o Chefe de Gabinete teria recebido indevidamente mais de R$ 75 mil.

Em seu requerimento, a entidade lembra ao prefeito que é sua obrigação apurar possíveis faltas disciplinares como as cometidas por Granciéri e Jaciento.

Na Sessão da Câmara dessa segunda-feira, o vereador Wilson Damasceno – o único que se manifestou sobre as denúncias contra o secretário na tribuna – já havia cobrado uma postura mais firme de Bulgareli diante das acusações.

“Resta, agora que o prefeito tomou conhecimento desses fatos, que ele instaure no mínimo uma sindicância ou processo administrativo para apurar as possíveis irregularidades. Se não o fizer, corre o risco de estar sujeito a processo por prevaricação [trair suas obrigações por má fé]”, comentou Damasceno.

 

 

ENTENDA O CASO

 

Na última sexta-feira (30), o juiz Valdeci Mendes de Oliveira concedeu liminar determinando o afastamento do secretário da fazenda e Chefe de gabinete do Município, Nélson Virgílio Graciéri, e seu assessor, André Belizário Jaciento, de seus cargos.

A liminar foi obtida em ação civil pública por impro-bidade administrativa movida contra Graciéri e seu assessor. Os dois são acusados de cobrarem propina de fornecedor da Prefeitura para a liberação de pagamentos.

De acordo com a ação, para liberar os pagamentos, o secretário exigiu 10% do valor a ser recebido por uma empresa de construção que venceu a licitação para a realização de obras em três escolas municipais de Marília.

Uma testemunha teria confirmado ter dado R$ 10 mil em dinheiro nas mãos de André que, segundo a ação, fazia as cobranças em nome do secretário.

Como parte do pagamento da propina, a empresa teria, também, depositado R$ 14.250,00 na conta bancária de Granciéri, além de quitar débitos pessoais seus e de sua esposa.

 

 

O OUTRO LADO

 

Em coletiva realizada nesta segunda-feira pela Prefeitura de Marília, Granciéri já havia anunciado que se afastaria da administração assim que fosse notificado pela Justiça.

Na ocasião, Granciéri teria se defendido afirmando que não deve nada a ninguém e que só quer seu direito à defesa.

O secretário disse acreditar que as acusações contra ele não passam de armação de grupo político adversário.

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