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CPI da Fumes: Relatório aponta várias irregularidades e determina intervenção municipal

06 de dezembro de 2012 - 15:51
O RELATÓRIO FINAL da CPI da Fumes (Comissão Parlamentar de Inquérito da Fundação Municipal do Ensino Superior) apontou várias irregularidades em contratos, pagamentos de funcionários e gerenciamento dos recursos repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).  
Os vereadores Lázaro da Cruz Júnior, o Júnior da Farmácia, Wilson Damasceno e Eduardo Gimenes protocolaram o documento ontem na Câmara, para que ele seja lido e votado na próxima sessão ordinária, no dia 10 de dezembro.
Conforme o relatório, que tem cerca de 30 páginas, foram identificadas várias irregularidades no gerenciamento dos serviços do Hospital de Clínicas e Famema (Faculdade de Medicina de Marília), pela Famar (Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marília), que assumiu todo o gerenciamento no lugar da Fumes.
Júnior da Farmácia apontou no documento o aluguel de imóveis, pagamento de viagens e contratação de serviços de forma irregular, sem cumprir o que determina a Lei das Licitações. Após a leitura, os parlamentares destacaram que todo o processo envolvendo a administração de recursos pela Fumes/Famar é irregular e ilegal, devendo ser resolvida por meio de intervenção do município.
Conforme os parlamentares, caso o relatório final seja aprovado pelos demais vereadores, o prefeito de Marília terá de tomar as providências indicadas, sob pena de ser alvo de medida por prevaricação ou desobediência. Ao mesmo tempo, os documentos poderão ser enviados ao Ministério Público, para outras providências criminais e cíveis contra os responsáveis pelas irregularidades.
 
Outro lado
O assessor de imprensa da Fumes/Famar, Carlos César, acompanhou uma parte da reunião que apresentou o relatório final da CPI da Fumes. Antes do término da leitura do documento ele deixou a sala Nacib Cury e não chegou a conversar com a imprensa. A reportagem da TV Marília e do Correio Mariliense tentaram contato com o assessor, no período da tarde, mas ele não atendeu o telefone fixo de sua sala e nem o celular.
A CPI da Fumes começou a ser discutida em 2010, quando Wilson Damasceno protocolou o primeiro requerimento visando investigar o convênio. A Fumes ingressou com recurso na Justiça e conseguiu suspender as investigações. Um outro pedido de abertura de CPI foi feito por Eduardo Gimenes, que também foi suspenso pela Justiça e depois novamente liberado. Ao longo de 2012 a CPI ouviu funcionários da Fumes, médicos e representantes de empresas que tiveram relação comercial com a Fumes e a Famar (Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marília).

Fonte: Correio Mariliense

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