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Dívida do Município: Dívida já passa de R$ 200 mi e Vinícius quer economia de 30% nas despesas

10 de janeiro de 2013 - 17:08

Para conter o avanço da crise financeira, conseguir pagar as contas e fazer a máquina administrativa andar, o prefeito Vinícius Camarinha determinou economia de 30% nas despesas gerais. Essa medida inclui desde negociação com fornecedores, até controle para o consumo, de água, de energia, telefone e uso da frota municipal. A informação é do secretário da Fazenda, Levi Gomes de Oliveira, que assumiu a “espinhosa missão” de dirigir a pasta mais crítica de toda administração municipal. Ele explicou que o prefeito Vinícius Camarinha solicitou que as secretarias da Fazenda e do Planejamento desenvolvam ações no sentido de equacionar e negociar as dívidas do município. Conforme Oliveira, a situação financeira da administração pode ser classificada como “caótica”, diante dos problemas financeiros identificados. Dessa forma, a ordem é administrar o máximo possível, em todos os setores. Ele inclusive não descartou o eventual corte de cargos comissionados, diante do inchaço da máquina administrativa. “Além disso, deveremos determinar também a economia no consumo de água, energia, utilização de veículos do município e outras medidas”, salientou. O secretário ressaltou ainda que estará ao lado de todas as secretarias, no sentido de implementar as medidas de contenção de despesas. “Hoje de manhã os secretários devem apresentar suas propostas de gerenciamento da crise, estabelecendo as medidas que serão adotadas. Estaremos ajudando cada uma das secretarias, para viabilizar o que pede o prefeito Vinícius Camarinha”, afirmou.

Dívida

O montante da dívida, segundo o secretário, ultrapassa os R$ 200 milhões, sendo que R$ 150 milhões se referem a precatórios dos mais diversos. Os três principais valores se referem ao IPREMM (Instituto de Previdência do Município de Marília), no montante de R$ 38 milhões; ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), na ordem de R$ 7 milhões e aos precatórios “urgentes”, também de R$ 7 milhões. Com relação ao BNDES, Oliveira anunciou que na semana que vem deve viajar até Brasília, para uma audiência com a presidência do Banco, a fim de negociar os valores devidos. Já sobre o Ipremm, é aguarda a publicação de uma medida pelo Ministério da Previdência, que vai viabilizar um eventual parcelamento da dívida. “Os demais, vamos negociar na medida em que forem surgindo os problemas”, destacou. Outro aspecto que preocupa o secretário da Fazenda é o orçamento previsto para 2013, que segundo ele estaria “superfaturado”. O montante previsto é de mais de R$ 680 milhões, mas Oliveira aponta que há alguns “furos” nesses números. Para exemplificar ele citou a dívida ativa do município (montante que a Prefeitura tem a receber dos contribuintes), que gira em torno de R$ 100 milhões. “O problema é que deste total, R$ 70 milhões é podre. Jamais receberemos. Sobra só R$ 30 milhões. O orçamento faz uma previsão de receber R$ 25 milhões. Isso é irreal, pois será possível receber no máximo R$ 5 milhões”, afirma. Por outro lado, tem a questão da PGV (Planta Genérica de Valores), que alterou os valores do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e que garantiria uma melhora na arrecadação. “Esse fato também gerou outra bolha, com relação ao ITBI (Imposto sobre Transações de Bens Imobiliários). Há uma previsão de arrecadação de R$ 11 milhões como ITBI, mas na realidade esse valor vai chegar no máximo a R$ 3 milhões”, disse.

Secretário tem 30 anos de atuação no sistema financeiro

O secretário da Fazenda Levi Gomes de Oliveira tem vivência de mais de 30 anos no sistema financeiro. Formado em Economia e Direito, Oliveira atuou por 30 anos como gerente do Banco Nossa Caixa Nosso Banco. Outros dois anos, desempenhou a mesma função no Banco do Brasil. Também tem no currículo a experiência como instrutor de Mercado de Capitais, por 16 anos. Ele conta que também exerceu a função de presidente da AGE (Associação dos Gerentes do Banco Nossa Caixa e Banco do Brasil), conselheiro do Economus – 18º Fundo de Previdência Privada do Brasil. Foi homenageado em 2012 por relevantes serviços prestados pelo Ministério da Previdência Social. Foi esse currículo que credenciou o secretário a assumir a pasta que será responsável por equilibrar as contas do município, proporcionando a tranqüilidade financeira necessária ao prefeito Vinícius Camarinha para desenvolver os projetos pretendidos.

Fonte: Correio Mariliense

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