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DA MARÍLIA QUE TEMOS À MARÍLIA QUE QUEREMOS -1

14 de maio de 2017 - 07:30

Qual é a cidade que temos? Ela atende às expectativas da maioria da população?

Este diagnóstico é importante para que os administradores públicos possam adotar medidas efetivas para o desenvolvimento sustentável de qualquer cidade, ao mesmo tempo em que seus habitantes identifiquem as carências e estabeleçam as prioridades para cobrar tais ações de seus governantes – almejando o lugar ideal para viver, com transparência e aplicação responsável dos recursos públicos.

Foi em busca dessas e de outras respostas que membros da sociedade civil organizada se reuniram no dia 21 de janeiro deste ano no “1º Encontro por Marília”. Dentre os temas abordados estavam saúde, educação, cultura, inclusão, sustentabilidade, urbanismo, tecnologia e controle social. Em um primeiro momento especialistas, membros de entidades da sociedade civil organizada, e cidadãos com conhecimento profundo sobre a cidade em que vivem, ajudaram a fazer um diagnóstico revelador sobre a cidade que temos.

Tal diagnóstico apontou, por exemplo, a falta de tratamento de esgoto como fator extremamente prejudicial à saúde e ao meio ambiente; Assim como a ocupação de áreas de risco e o crescimento das submoradias (favelas), que necessitam de planejamento e um debate amplo para o enfrentamento eficaz do problema.

Por outro lado, ao contrário do que muita gente imaginava, o presidente do Conselho Municipal de Turismo, apresentou dados que colocam Marília como uma cidade turística, com vocação para o turismo de negócios e eventos. O Município disponibiliza atualmente 1.600 quartos de hotel que propiciam 800 empregos diretos, além de outros 3,2 mil indiretos, e esse tipo de turismo não é sazonal como as cidades praianas, que dependem das férias ou das condições climáticas. Um potencial enorme a ser explorado.

Já no aspecto cultural identificou-se que a falta de atenção e investimentos no setor, levou Marília, que chegou a ser referência em Festivais de Cinema, Teatro, Dança (e um celeiro de talentos na pintura e artes plásticas) quase que ao esquecimento nesta área.

E quando nos voltamos para a saúde publica o diagnóstico é ainda pior: demanda reprimida em todos os serviços de baixa, média e alta complexidade e sistema de referência e contra referência deficitário, são só alguns exemplos do quanto é preciso avançar nas ações para que a população tenha serviços públicos de qualidade.

Habitação, mobilidade urbana, falta de coleta seletiva e de cumprimento do Plano Diretor, arborização… As deficiências são inúmeras. Mas não foi simplesmente para apontar as eventuais falhas que tanta gente competente e engajada se reuniu neste evento. O 1º Encontro por Marília culminou em um documento com o resultado dos diálogos estabelecidos sobre o futuro da nossa cidade, com respostas objetivas à seguinte pergunta: como é a cidade que você quer?

O documento completo foi entregue este mês ao atual Prefeito, que se comprometeu a analisar as propostas. E a MATRA – Marília Transparente, vai cobrar a devida atenção ao trabalho executado com muita responsabilidade por aproximadamente 20 entidades, que se dispuseram a discutir, pensar e propor melhorias em diversas áreas para o desenvolvimento do município e a melhoria da qualidade dos serviços por ele prestados.

Em seu trabalho incansável de defesa da transparência e da boa aplicação dos recursos públicos, a MATRA também vai apresentar aos poucos neste espaço as principais propostas contidas neste documento que foi entregue ao chefe do executivo municipal, para que cada cidadão mariliense conheça melhor o potencial da cidade que vive e possa, principalmente, cobrar ações do Poder Público que atendam às suas expectativas. Afinal, como é a Marília que queremos?

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Nota de esclarecimento:

Em correspondência enviada à MATRA (datada de 04/05/2017) a respeito da matéria intitulada, “SERVIÇOS PÚBLICOS: NÃO HÁ MAIS LUGAR PARA AMADORISMOS” – publicada nesta coluna, no dia 30 de abril deste ano e disponibilizada no site da OSCIP – a Câmara Municipal de Marília informou que atualmente seu Controle Interno já se encontra criado.

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