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Daem tem novo diretor após Justiça tirar cunhado de Toffoli

02 de setembro de 2010 - 00:00

O atual diretor administrativo do Daem, Cestore da Silva Pereira, deve ser nomeado presidente da autarquia a partir de hoje depois que a Justiça mandou acabar com o cabide de emprego que sustentava o cunhado do vice-prefeito Ticiano Toffoli (PT) no cargo.

Conhecido como Sojinha, Antônio Carlos de Souza Vieira foi colocado para fora do departamento por ordem judicial e está desempregado. Ele ainda é acusado de nepotismo e vai responder ação por improbidade administrativa junto com prefeito Mário Bulgareli (PDT).

Ontem, reportagem esteve no Daem, mas segundo assessoria Sojinha estava viajando. Por telefone o cunhado do vice-prefeito confirmou que deixou o cargo contrariado, mas que vai recorrer da decisão.

Esta é a segunda vez que Sojinha é expulso do Daem após ordem da Justiça. Em abril de 2009, ele foi exonerado do cargo de coordenador de gabinete da presidência, na época ocupada pelo empresário José Carlos de Souza Bastos, o Beca.

Por causa do nepotismo, Beca foi condenado a pagar R$ 132 mil de multa judicial por manter o cunhado do vice-prefeito no cargo. Cestore, o novo diretor, é funcionário de carreira e atua há mais de 20 anos no departamento.

A liminar que mandou suspender a portaria que nomeou Sojinha é assinada pela juíza Daniele Mendes, da 3ª Vara Cível. A representação que deu origem ao inquérito do Ministério Público, resultando na liminar concedida no último dia 26, é assinada pelo editor do Diário, Guto Pereira, e pelo diretor de marketing José Ursílio.

Editais e contratos assinados não valem

Editais, contratos e empenhos assinados por Sojinha desde o último dia 26 de agosto não valem nada. Pior. Podem dar problema a fornecedores e outros prestadores de serviços do Daem.

O procurador do município, Ronaldo Duarte, admitiu ontem que a liminar judicial suspendeu a portaria de nomeação do cunhado do vice-prefeito e anulou todos atos legais dele desde então.

“Se a portaria foi suspensa ele não tem legitimidade no cargo para assinar atos oficiais”, disse o procurador.

O promotor de Justiça Isauro Pigozzi Filho, embora não seja autor do inquérito, confirma que a validade dos atos assinados por Sojinha pode sim ser contestada.

“A liminar tem validade imediata a sua concessão e se não há portaria que o nomeie não tem sentido ele seguir assinando os atos do Daem”, explicou.

O nome de Sojinha aparece como diretor executivo do Daem no Diário Oficial dos dias 28 e 31 de agosto, e 1º de setembro.

No dia 31, ele chegou a assinar edital que homologou a empresa Lao Indústria como vencedora de licitação para fornecimento de 10 mil hidrômetros. Nada vale.

 

Fonte – Diário de Marília

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