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Entidade critica uso de sentenças para censurar imprensa

18 de outubro de 2011 - 08:24

 A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) encerra sua 67ª Assembleia-Geral hoje em Lima, no Peru, com a aprovação de 14 resoluções, entre elas a que repudia o uso de sentenças judiciais para censurar a imprensa.

"[O uso de sentenças] é a criminalização do direito a informação", diz Ricardo Trotti, diretor para a Liberdade de Expressão da SIP, que representa jornais e revistas do continente.

Segundo Trotti, a resolução fará um alerta sobre o Brasil. Citará a censura ao jornal "O Estado de S. Paulo", proibido de publicar informações da Operação Faktor, que envolve familiares de José Sarney (PMDB-AP).

Também mencionará o caso do Grupo RBS, que edita o jornal "Zero Hora" no RS, impedido em setembro de divulgar nome ou imagem de um vereador do DEM.

Ontem, na sessão de abertura da assembleia, o presidente do Peru, Ollanta Humala, criticou jornais por "pré-julgá-lo" durante a campanha eleitoral em junho.

Ainda ontem, em apresentação por meio de videoconferência a partir do Reino Unido, Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, disse que o movimento Ocupe Wall Street é, "em parte, inspirado por nossas atividades".

O movimento, que começou há quase um mês em Nova York e se espalhou por mais de 80 países, protesta contra a crise mundial.

Para Assange, a divulgação de documentos secretos pelo WikiLeaks ajudou a criar nos países desenvolvidos sensação de saturação às regras da economia de mercado.

A SIP entregaria ontem o prêmio Excelência Jornalística 2011. Os jornalistas Leonencio Nossa Junior, Celso Júnior, José Eduardo Barella, de "O Estado de S. Paulo", receberam o prêmio Jornalismo de Profundidade.

Fonte: Folha de São Paulo – 18/10/2011

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