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Entidade pode fechar e 120 crianças deixarão de ser atendidas em Marília

14 de novembro de 2014 - 09:40

A entidade Juventude Católica de Marília corre o risco de fechar as portas, porque há a possibilidade de os professores que trabalham no local serem redirecionados para a rede municipal de ensino.  A entidade atende cerca de 120 crianças. Além de três educadores cedidos pelo município, a prefeitura também cede um funcionário para a merenda, dois para a limpeza e um para os serviços gerais.

Após serem comunicados sobre a possibilidade de fechamento, os pais que precisam deixar os filhos sob os cuidados dos profissionais lamentam a situação. “Eu preciso deixar ela aqui. Eu sei que ela é bem cuidada, fico tranquila. Então estou muito amedrontada com a possibilidade de não ter os funcionários da prefeitura”, lamenta Marlene dos Santos.

Lucimara Dias Carneiro é mais uma mãe que está preocupada. Ela contou que não terá onde deixar a filha caso a entidade feche. “Estou vendo que vou ter que sair do serviço. Minha filha tem 8 anos e não tenho com quem deixar ela. Vou deixar ela sozinha em casa?”.

A vice-presidente da entidade, Mariangela Boro, tenta uma solução e diz que está muito triste com a situação. “Estou sentindo um aperto no coração, como se eu estivesse me despedindo dos meus próprios filhos.”

A Juventude Católica existe há 72 anos e tem salas de música, computação, biblioteca e outras áreas. Uma nova ala com vestiários e uma quadra de esportes estão sendo construídas. Enquanto a decisão ainda não é oficializada, os alunos continuam as atividades normalmente.

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Marília informou que, por determinação do Tribunal de Contas, a prefeitura está impedida de ceder funcionários para entidades. Pela lei de responsabilidade fiscal, os gastos com funcionalismo estão acima do limite permitido e, dessa forma, a prefeitura não pode contratar e nem ceder servidores.

No caso da Juventude Católica, os funcionários que foram cedidos pela prefeitura podem permanecer lá até 31 de dezembro, conforme portaria em vigor. Enquanto isso, a prefeitura e a entidade buscam uma saída jurídica para o caso.

Fonte: G1

 

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