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Entre Aspas – A semana política em frases – 09 a 14/09

16 de setembro de 2013 - 11:46

“Uma revisão criminal simulada”. (Ministro Luiz Fux (STF) definindo a admissão de embargos infringentes)

“Você acha que eu tenho preguiça. Uma lei de 25 artigos é enxutinha. Já li projetos com mais de 100. Quero ler tudo”. (Presidente Dilma, sobre o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) ter se proposto a fazer um resumo do texto da lei do marco civil da internet).

“Mais do que uma inflação que ameaça, um crescimento medíocre, uma moeda mais fraca do que gostaríamos, o que fere como brasa é a corrupção, o roubo, a desfaçatez, a desonestidade, a cara de pau – ou, se preferirem, tudo o que fere nossa dignidade”. (Ana Dubeux, jornalista, editora-chefe do jornal Correio Braziliense)

“Temos de ter a autocrítica de reconhecer, por exemplo, que a presença da Petrobrás na Bolívia era, sim, um modelo que dava corpo, dava razão, para aquilo que chamavam de comportamento subimperialista”. (Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, justificando o assalto a patrimônio da Petrobras promovido pelo presidente Evo Morales, que em 2006 expropriou refinarias da estatal brasileira”.

“De nada adianta falar em democracia e liberdade se a política continuar a viver no reino da impunidade”. (Sebastião Ventura Pereira da Paixão Jr)

“O projeto reduz custos de campanha, ajudando deputados e eleitores que, no fim das contas, é quem paga tudo”. (Senador Valdir Raupp (PMDB-RO), sobre o projeto da minirreforma eleitoral, da qual é relator)

“Não é ruim que os juízes, antes de decidirem, olhem pela janela de seus gabinetes e levem em conta a realidade e o sentimento social”. (Luiz Roberto Barroso, ministro do STF, em artigo publicado em janeiro deste ano)

“Passei a infância achando que o Brasil era perfeito. Só entendi que vivíamos sob ditadura quando os exilados começaram a voltar. Até então, para mim, a imagem do certificado da Censura Federal antes dos programas de televisão era a coisa mais normal do mundo”. (Alexandre Vidal Porto, diplomata e escritor)

“Se o gigante não acordar e for para a rua, o Supremo, graças às últimas indicações de Dilma, vai colocar o mensalão para dormir”. (do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a probabilidade de o STF aceitar a admissibilidade de embargos infringentes no caso).

A expressão “está tudo dominado” tem sido muito utilizada por amigos e interlocutores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, para recomendar, inclusive em mensagens para seu celular, que abandone a Corte em protesto contra os rumos do julgamento do mensalão, com tendência para rever sentenças e livrar da cadeia 11 réus na ação, entre os quais o ex-ministro José Dirceu. Condenado por “chefiar a quadrilha do mensalão”, José Dirceu pode se livrar da pena por formação de quadrilha, e escapar do regime fechado. (Coluna de Claudio Humberto – 12/09)

O caso do mensalão também levou magistrados do STF a reclamar do acúmulo de trabalho em seus gabinetes. Muito bem. Mas não ocorreu a nenhum deles nas últimas décadas propor ao Congresso uma nova Lei Orgânica da Magistratura para acabar com os cerca de três meses de folga anuais (no mínimo) a que os juízes têm direito –uma ofensa para a maioria dos brasileiros. (Fernando Rodrigues – artigo “Justiça sem governança” – Folha de São Paulo – 14/09)

A possibilidade de que o Supremo Tribunal Federal venha a aceitar a reabertura do processo do mensalão traumatiza o país. Essa decisão desmoralizaria o Tribunal aos olhos da população que nele investiu suas esperanças de regeneração da Justiça. (Rosiska Darcy – artigo “Os idos de Setembro” – O Globo – 14/09)

A CNBB, a OAB e outras 120 entidades estão apelando à presidente Duma para que retire a urgência do Código de Mineração. Querem abrir caminho para o Congresso votar projeto que acaba com doações de empresas a candidatos. (Coluna de Ilimar Franco – O Globo – 13/09)

Deputados que participavam de uma cerimônia na Câmara, ontem pela manhã, não conseguiram se entender quando o Hino Nacional começou a tocar.

–Temos que ficar voltados para a bandeira do Brasil –orientou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

–Não! Não podemos dar as costas ao público. Fiz curso de atualização cívica e aprendi que o povo é superior ao símbolo –reagiu Onofre Santo Agostini (PSD-SC).

Chico Alencar (PSOL-RJ) optou por uma solução salomônica. Na primeira parte do hino, voltou-se para a plateia. No segundo trecho, para a bandeira. (Coluna Painel – de Vera Magalhães – Folha de São Paulo – 11/09)

A PEC dos Jatinhos já está na Comissão Especial. Inspirador da emenda, o Sindifisco pressiona os partidos para indicar seus representantes. O objetivo dela é cobrar IPVA de aeronaves e barcos de passeio. A receita vai para o transporte urbano. (Coluna de Ilimar Franco – O Globo – 11/09)

“Esperar pelo melhor e preparar-se para o pior: eis a regra.” (Fernando Pessoa)

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