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Especialista defende ações educativas para viabilizar os radares em Marília

12 de dezembro de 2012 - 14:43
O especialista em trânsito Marcos Antônio Farto defendeu ontem que além dos radares e lombadas eletrônicas, Marília também deveria investir mais na educação no trânsito.
Ele ressaltou que concorda com os dispositivos, como forma de reduzir os acidentes e as mortes no trânsito, que já atingiram números absurdos, com 50 mortes somente em 2012. Com a revogação da lei que proibia a instalação de radares, a Prefeitura de Marília fica liberada para fazer a instalação dos equipamentos. Mas isso só deve ocorrer na próxima administração, em 2013.
Farto destacou que a iniciativa do Poder Legislativo é importante, pois a frota de veículos vem aumentando gradativamente e o trânsito necessita de dispositivos que possam disciplinar os condutores. “Principalmente por causa do sentimento de impunidade que existe atualmente.
O motorista circula sabendo que não está sendo fiscalizado e acha que pode infringir a legislação”, apontou. Por outro lado, o especialista destacou que a recomendação de que os locais sejam devidamente sinalizados é bastante importante. “Mesmo que isso não seja obrigatório, de acordo com o Contran (Código Nacional de Trânsito), a iniciativa é válida, para que os motoristas comecem a ter consciência de que estarão sujeitos a penalidade em caso de infração no trânsito”, explicou.
O especialista ponderou, entretanto, que a cidade deixa a desejar no que diz respeito à educação do trânsito. “Temos o Viva Feliz, que promove algumas ações isoladas e não frequentes. Precisamos de outras ações mais amplas e que atinjam um número maior de pessoas, principalmente os jovens”, destacou.
A saída, na análise de Farto, seria a criação de um Departamento de Trânsito ou Secretaria Municipal de Trânsito, a fim de cuidar das questões específicas do setor. “A Emdub (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano) deve cuidar das questões especificas dela, como a habitação e outras situações. O trânsito requer um atendimento diferenciado e especifico”, apontou.
Na opinião do especialista, a contratação do engenheiro de trânsito, prevista para janeiro de 2013, vai resolver questões logísticas e de engenharia. “A questão da educação é mais pontual e não vai ser o engenheiro que vai cuidar disso. Com uma secretaria ou departamento é possível desenvolver ações durante todo o ano, que abranja cada vez mais motoristas visando a conscientização sobre o trânsito”, apontou. Farto citou o exemplo do Canadá, país onde existem radares para controle de velocidade mas não há sinalização indicando a presença dos mesmos. “Mas lá a cultura é outra. As crianças aprendem desde muito cedo a importância do trânsito e os cuidados com a vida. Estamos longe desta consciência, mas é preciso que haja um começo”, finalizou.
 
Legislação
A lei que impedia a instalação de radares ou lombadas eletrônicas foi revogada durante a Sessão Ordinária da última segunda-feira. O projeto de revogação foi aprovado com a apresentação de emendas prevendo que somente a Polícia Militar poderá utilizar os radares móveis e que será obrigatória a colocação de placas sinalizando a presença dos radares ou lombadas eletrônicas. A revogação passará a valer a partir da publicação da lei. Entretanto, a atual administração não tem tempo hábil para implantar os radares, pois depende de licitação e outras questões burocráticas. Diante disso, caberá ao próximo prefeito promover a implantação dos equipamentos eletrônicos. 

Fonte: Correio Mariliense

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