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Haddad diz que há ‘nichos de corrupção’ em pelo menos cinco secretarias de SP

06 de novembro de 2013 - 10:43

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse nesta terça-feira que há “nichos de corrupção” em pelo menos quatro secretarias da Prefeitura, além da de Finanças, objeto de investigação do Ministério Público (MP) desde março deste ano e pasta onde trabalhavam quatro servidores presos na quarta-feira suspeitos de desviar cerca de R$ 500 milhões dos cofres públicos no esquema de propinas na cobrança do ISS (Imposto Sobre Serviço). Em entrevista à Rádio CBN, Haddad disse que a Controladoria-Geral do Município (CGM), somente nesta segunda-feira, abriu novos processos contra servidores que têm patrimônio declarado menor do que o apurado pelo órgão. Criada por Haddad, a CGM funciona desde março deste ano.

– Esse trabalho veio para ficar. Não tenho dúvida de que adotamos a estratégia certa. Já identificamos nichos de corrupção na secretaria do Verde (e Meio Ambiente); da Habitação, que é onde estava o (Houssein) Aref, que tinha lá o departamento de aprovação de projetos; das Subprefeituras, e na do Trabalho, com a questão da feirinha da madrugada, que nós vamos reabrir de forma limpa – disse Haddad.

O prefeito paulistano disse que 15 empresas identificadas nas investigações do MP sobre o esquema na Secretaria de Finanças deverão ser ouvidas por uma força-tarefa montada pela pasta e CGM a partir desta semana.

– Nós montamos um regime de cruzamento de informações de cartório, da Receita Federal e bancos para identificar os poucos e maus servidores que montaram um esquema de corrupção na Prefeitura de São Paulo. A partir daí, o nosso trabalho é identificar as empresas que se beneficiaram desse esquema. E nós estamos nessa segunda etapa. A primeira etapa foi cumprida (identificar os servidores com diferença no patrimônio declarado e apurado pela CGM), embora não tenha terminado. Nós iniciamos um processo. Quatro servidores foram presos na semana passada, cinco servidores foram presos até junho deste ano. Num conjunto de 150 mil, nós estamos falando de uma minoria que desonra o serviço público de São Paulo. Mas nós vamos avançar nessas investigações. Abrimos 16 novos processos ontem, também pela mesma razão (patrimônio) – disse o prefeito.

Ele disse ainda que o grupo que teria desviado o montante do ISS, que seria chefiado por Ronilson Bezerra Rodrigues, preso desde quarta-feira passada na carceragem do 77 Distrito Policial (Santa Cecília), pretendia atrapalhar as investigações após a CGM iniciar apuração contra os servidores públicos.

– Tem coisas que são falsas. Tem uma escuta que diz que a sala que eles utilizavam era do prefeito (Gilberto) Kassab. Nós investigamos e descobrimos que não era verdade. Temos que olhar com muita atenção de tudo o que se diz daqui para frente porque essa quadrilha estava sob pressão intensa das investigações e, obviamente, que vão querer agora atrapalhar as investigações e tirar o foco do Ministério Público daquilo que é relevante. Esse pessoal juntou, no mínimo, R$ 80 milhões em patrimônio. E de 2006 a 2012, na cúpula da Secretaria de Finanças do município. Quem cria essa Controladoria não é para recuar – concluiu o prefeito.

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