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Inquérito civil investiga cobrança de IPTU

17 de janeiro de 2014 - 14:13

O engenheiro civil Ari Sarzedas, proprietário de pelo menos dez imóveis em Marília, denunciou a Prefeitura ao Ministério Público por improbidade administrativa. O motivo foi a cobrança do IPTU, que teve altos índices de reajuste em 2013. Segundo ele, os dados utilizados para a base de cálculo dos valores cobrados estão equivocados. Sarzedas já conseguiu baixar os impostos de quase todos os imóveis que possui na cidade. Em um deles, o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) foi reduzido nas duas vezes em que o proprietário entrou com revisão. “O valor original caiu a um terço”. O engenheiro alerta a população para que questione as cobranças. “Os carnês só informam o valores, não oferecem dados sobre como se chegou a esses montantes”.

Segundo Ari Sarzedas, as classificações dos imóveis para a base de cálculo são incoerentes, o que ele teria identificado por possuir várias propriedades em Marília. “Tenho apartamentos iguais em que os IPTUs cobrados foram completamente diferentes. Quando solicitei mais informações à Prefeitura, percebi a falta de embasamento e as contradições na cobrança com relação aos itens considerados, como localização, topografia, etc.”, mencionou o engenheiro.

Além dos pedidos de revisão junto à Prefeitura, Sarzedas denunciou a administração municipal ao Ministério Público. No último mês de dezembro, o promotor Oriel da Rocha Queiroz instaurou inquérito civil para apurar a base de cobrança dos IPTUs pela Prefeitura e a empresa TCRE Engenharia. Prefeitura Segundo os relatos dos contribuintes no início de 2013, o reajuste chegou a 3.000%. A Prefeitura de Marília informa que aproximadamente 8.422 processos foram abertos referentes ao IPTU do ano passado. Desses, 7.827 foram analisados e concluídos. “Os demais estão em análise devido à falta de documentação já solicitada pela Prefeitura de Marília ao contribuinte”.

Fonte: Jornal da Manhã

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