Notícias

Busca

MATRA

Mariliense paga R$ 51 milhões em impostos

31 de janeiro de 2013 - 13:44

Entre IPVA, ICMS, IPI, Cofins e outra série de tributos de ordem municipal, estadual e federal, o mariliense já desembolsou R$ 51,4 milhões apenas nos 30 primeiros dias do ano. Os cálculos são do Impostômetro, ferramenta da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo que projeta a quantidade de impostos arrecadados no país, Estados e municípios até o momento.

O volumem de tributos pagos é o equivalente a R$ 71.852,55 por hora e de pouco mais de R$ 1,1 mil por minuto. Segundo o Impostômetro, no período, cada habitante da cidade desembolsou R$ 245,05.

Segundo as projeções, com os R$ 51,4 milhões pagos em tributos, seria possível construir mais de 180 postos de saúde equipados e pagar mais de 83 mil salários mínimos. Por três meses, essa quantia daria para quitar a conta de luz de todos os brasileiros.

Na área da segurança, poderiam ser edificados 1.078 postos policiais equipados e na habitação, proporcionar a construção de 1.478 casas populares de até 40 metros quadrados.

Na educação, os R$ 51,4 milhões seriam suficientes para contratar mais de 3,8 mil professores do ensino fundamental por um ano ou construir 3.749 salas de aula equipadas. Com o valor seria possível também adquirir 1.916 carros populares, ou ainda 25.867 televisores de led.

Marisa Rossinholi, professora de economia da Unimar (Universidade de Marília), comenta que a carga tributária brasileira é de fato elevada e representa 40% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. O estado de São Paulo é um dos que mais arrecadam impostos, que depois de agregados são utilizados no Fundo de Participação dos Estados.

Ela comenta que, mais do que uma reforma tributária, o Brasil precisa de uma ampla reforma fiscal. “A reforma tributária é necessária há muito tempo, tanto do ponto de vista da incidência de tributos, sobretudo no setor produtivo e no assalariado, quanto na questão de repartição dos recursos entre estados e municípios. Precisamos de uma reforma fiscal para rediscutirmos não só os impostos, mas também os gastos. Hoje a carga tributária chegou à proporção máxima que a população pode aguentar”, pontua.

Fonte: Jornal da Manhã (versão impressa)

Comentários

Mais vistos