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Ministério Público pede novo inquérito para apurar compra de votos em Marilia

05 de dezembro de 2012 - 10:06
O MPE (Ministério Público Eleitoral) determinou que a Polícia Federal abra um novo inquérito para apurar suposta compra de votos por parte de seis políticos de Marília.
O prefeito eleito Vinicius Camarinha foi novamente relacionado para a investigação federal, juntamente com os políticos Luiz Eduardo Nardi, Pedro Olímpio Caetano – o Pedro do Gás, Herval Rosa Seabra, Yoshio Takaoka, Samuel Menezes, Silvio Harada e José Carlos Albuquerque.
Segundo o delegado federal Sandro Roberto Viana Santos, o MPE quer a investigação para apurar algumas irregularidades que teriam ocorrido durante o processo eleitoral em Marília. No caso do engenheiro Nardi, a alegação é de que ele teria emitido “regularizações de imóveis” em troca de votos. Pedro do Gás é acusado de distribuir “vale gás” em seu reduto eleitoral, Zona Norte de Marília. Os demais teriam usado outros meios para obter vantagem eleitoral, segundo a denúncia feita no MPE. 
Outro lado
Nardi afirmou ao Correio Mariliense que sabe a origem das denúncias. Segundo ele, elas teriam sido feitas por vereadores que não se reelegeram e outros adversários políticos. O engenheiro contestou a acusação de emissão de mais de 500 regularizações durante o período eleitoral. “Posso garantir que exerci minha profissão conforme a legislação e o número de plantas regularizadas é infinitamente menor do que o apontado. E não fiz nada em troca de votos, tendo recebido pelo meu trabalho profissional”, ressaltou.
O engenheiro, que se elegeu com 2.937, apontou ainda que “não comprei votos, não dei dinheiro para ninguém votar em mim e não pedi para ninguém votar em mim em troca de favores”.
Pedro do Gás também foi procurado para falar sobre a questão e preferiu se manifestar somente após ser notificado oficialmente pela Polícia Federal. O único comentário que fez foi com relação a acusação de distribuição de “vale gás”. “Vocês estão de brincadeira. Dois mil vale gás e eu só tive 800 votos?”, perguntou soltando uma gargalhada.
Herval Rosa Seabra optou por não comentar a notícia de abertura de inquérito. “Estou sabendo por você”, afirmou. Cristiano Mazeto, que defende Vinícius Camarinha, disse que não tinha qualquer conhecimento sobre a abertura de novo inquérito e que só vai se pronunciar após ser oficialmente notificado.
 
Investigação
A abertura de inquérito é um procedimento investigatório que pode terminar com o indiciamento dos acusados ou ser arquivado. Durante 30 dias, renováveis por mais 30, os agentes da Polícia Federal poderão fazer diligências, solicitar documentos e outros feitos para instruir o inquérito a fim de provar as acusações apontadas. Se houver provas sobre a denúncia, os acusados podem ser indiciados e posteriormente responderão ao processo na Justiça Eleitoral, que pode pedir a cassação do mandato (caso os eleitos já tenham sido diplomados). Se o resultado for diferente, por falta de provas, o inquérito é arquivado e não acontece nada aos investigados.
Vale ressaltar que o inquérito aberto para apurar suposta compra de votos de Vinícius, por sua participação em churrascos realizados em Marília, se encaminha para o arquivamento, uma vez que a Polícia Federal não encontrou provas do crime nas investigações. 

Fonte: Correio Mariliense

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