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Mobilidade Urbana: plenária apresentou possíveis soluções para o trânsito de Marília

25 de setembro de 2014 - 16:08
presentes

Mais de 50 pessoas participaram da palestra de ontem.

Ontem (24), a MATRA e o Conselho de Maçons de Marília realizaram a plenária “Mobilidade Urbana em Marília” a fim de ampliar o debate sobre a temática. Estiveram presentes os vereadores Cícero do Ceasa, Marcos Rezende, Sônia Tonin, Silvio Harada e Wilson Damasceno, além do Diretor Presidente da Emdurb (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional de Marília), Cléber Pinha Alonso, o Presidente da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marília), Libâneo Nunes, representantes do Conselho de Habitação de Marília e representantes do Conselho de Leigos.

Na abertura da palestra, as alunas do segundo ano do curso de Medicina da Famema, Airi Harada e Carolina Lopes apresentaram dados sobre acidentes de trânsito em Marília. Em seguida, o médico Carlos Rodrigues da Silva Filho falou sobre as consequências dos acidentes envolvendo motos. Segundo informações divulgadas pelo palestrante, a maior parte das pessoas que se envolvem em acidentes são jovens.

palestrantes

Os palestrantes Mateus Araújo e Silva, Carlos Rodrigues da Silva Filho e Edgar Cândido Ferreira apresentaram ideias para a melhoria da mobilidade urbana em Marília.

O médico defendeu que a municipalidade e a sociedade devem elaborar uma política de prevenção. Para tanto, Carlos Rodrigues sugeriu a criação de uma Comissão de Prevenção formada por gestores públicos, usuários  de moto, Ministério Público Estadual e Federal, dentre outras parcelas da sociedade. Outra sugestão é a criação de programas de educação no trânsito e intensificar a fiscalização.

O palestrante Edgar Cândido Ferreira apresentou os dados do trânsito de Sorocaba, cidade que possui uma Central de Monitoramento de Trânsito. Segundo informações do site da URBES (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba), a fiscalização é feita por meio de 44 câmeras, além de contar com o apoio de 40 veículos, 25 motos e 15 bicicletas. No total, a cidade ainda tem 130 radares fixos e móveis e as multas arrecadadas são revertidas para melhorias no trânsito.

Por causa da fiscalização, a média de mortes em decorrência de acidentes de trânsito em Sorocaba entre 2012/13 foi de 55, enquanto em Marília, no mesmo período, o índice foi de 40 mortes. Caso Marília adotasse as medidas de Sorocaba, a média de óbitos poderia ser de 19. Por fim, Ferreira disse que a cidade de Marília poderia pensar em contratar um serviço semelhante.

O último palestrante, Mateus Araújo e Silva, Diretor do Departamento de Trânsito de São Carlos, apresentou algumas sugestões para melhorar a mobilidade urbana. De acordo com ele, mobilidade significa deslocamento de veículos e pessoas, por isso o município deve definir uma política pública para a cidade. Mas este planejamento deve ser global e não apenas compreender regiões.

Como proposta a ser pensada em logo prazo, deve-se manter os trilhos que circundam a cidade, pois o transporte de trem é muito eficaz. Para tanto, pode-se pensar em uma parceria público privada para a manutenção dos trilhos.

Outra medida a ser adotada é melhorar a oferta de transporte coletivo. Determinar os horários exatos da passagem dos ônibus nos pontos, definir linhas, rotas e paradas são essenciais para o bom funcionamento do serviço. A solução apontada para diminuir o trânsito é a utilização do transporte coletivo, pois um ônibus é capaz de transportar 50 pessoas, o que aliviaria o fluxo de veículos.

Algo muito importante para o trânsito é a sincronização dos semáforos e melhorias na sinalização, além da implantação de placas sinalizando os principais pontos da cidade, iluminação de cruzamentos e melhorias na visibilidade de intersecções.

Góes

“É preciso pensar em ações de educação no trânsito”, disse o capitão do Corpo de Bombeiros, Wilson de Góes Júnior, que esteve presente na plenária.

Para o capitão do Corpo de Bombeiros, Wilson de Goés Júnior, a discussão sobre a mobilidade urbana é essencial. Segundo ele, existe uma “guerra velada” na sociedade, pois no Brasil há em torno de 15 mil mortes por ano em decorrência de acidentes de trânsito. Somente no estado de São Paulo, o índice é de 1.500 óbitos. “Uma solução para o problema é desenvolver um trabalho de prevenção, pois a maior causa de acidentes diz respeito às falhas humanas. Por isso, devem ser realizadas ações de educação no trânsito”, disse.

Mais debates

felipe

Para a MATRA ainda é preciso discutir o assunto.

A plenária de ontem contou com a participação de mais de 50 pessoas e, para a MATRA, a discussão deve continuar. Pensar em soluções para os problemas que afligem a nossa cidade também é cidadania. Futuramente, a entidade realizará outras ações no sentido de continuar esse debate.

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