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MP, PF e PM fazem operação contra esquema de corrupção em Marília

28 de novembro de 2011 - 13:46
O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO – Núcleo Bauru), em conjunto com a Polícia Federal de Marília e a Polícia Militar, realizou na manhã dessa quinta-feira (24) operação para o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Marília e Bauru.
A operação foi resultado de investigações realizadas pela Promotoria de Justiça de Marília, pelo GAECO e pela Polícia Federal sobre atos de corrupção, concussão, lavagem de dinheiro e corrupção de testemunhas envolvendo um grupo encabeçado pelo ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Marília Nelson Virgílio Grancieri.
Participaram da operação cerca de 40 homens, entre promotores de Justiça, delegados, agentes da Polícia Federal e policiais militares. Mandados de busca foram cumpridos no setor de Licitações e Finanças da Prefeitura Municipal de Marília, em empresas e na residência dos investigados. Foram apreendidos documentos, mídias, computadores e outros objetos de interesse da investigação.
Os fatos vêm sendo investigados pela Promotoria de Justiça de Marília e GAECO há meses, inclusive resultando no afastamento de Nelson Grancieri, o principal investigado, de seu cargo público por ordem Judicial.
Os elementos colhidos na investigação apontam que houve suposta cobrança indevida por parte dos investigados a empresas que mantinham contratos com o poder público, como condição para que fossem liberados pagamentos a estas empresas. Além disso, os indicativos apontam que, em tese, houve uma série de expedientes utilizados para ocultar o patrimônio dos investigados, bem como evolução patrimonial incompatível com os rendimentos legalmente recebidos, além de coação a testemunhas ouvidas nos diversos processos que envolvem o grupo averiguado. A decretação da prisão temporária de quatro dos investigados foi solicitada, mas o Poder Judiciário não acatou o pedido.
Para o Ministério Público, há evidências de vazamento sobre a realização da investigação, o que prejudicou a efetividade das buscas e apreensões. A quebra do sigilo sobre a operação será investigada pelo MP. 

Fonte: MP/SP

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