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O País da corrupção

04 de dezembro de 2014 - 09:25

O ranking divulgado pela ONG Transparência Internacional mostra que o Brasil melhorou três posições no que diz respeito à percepção da corrupção no setor público. O País agora ocupa a 69ª colocação entre 175 países avaliados. O surpreendente é que estes dados são divulgados exatamente no momento em que acaba de ser descoberto um dos maiores escândalos de corrupção, que já vem sendo chamado de “Petrolão”. Mesmo com este ganho de posições no ranking, o Brasil continua atrás de países como Chile, Uruguai, Ruanda e Botsuana.

A própria Organização Não Governamental emitiu nota dizendo que a posição brasileira é uma vergonha. De fato, não existem motivos para celebrar o resultado do ranking, tendo em vista que o Brasil ainda aparece entre as nações com maiores índices de corrupção. Este ranking da ONG Transparência Internacional foi elaborado com base em questionários aplicados a participantes de 12 instituições internacionais como Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial e Banco Africano de Desenvolvimento.

Entre as perguntas feitas aos entrevistados estão questões como: “em que medida os agentes públicos são impedidos de utilizar suas posições em proveito próprio?”; “em que medida os agentes públicos que cometem abusos por conta de suas posições são processados e punidos?”; e “em que medida o governo contém a corrupção efetivamente?”. As notas dadas aos países variam de 0 (mais corrupto) a 100 (menos corrupto).

Em 2014, o Brasil obteve a nota 43, apenas um ponto a mais que a obtida em 2013, quando o Brasil ficou com 42 pontos. A Dinamarca foi a melhor colocada no levantamento, e a Somália, a pior. Costa do Marfim, Egito e São Vicente e Granadinas subiram cinco pontos no ranking. Os que mais caíram foram: Turquia (5 pontos); e Angola, China, Malawi e Ruanda (4 pontos).

O diretor para Américas da ONG, Alejandro Salas, inclusive alfinetou o Brasil, dizendo que o País deveria “liderar pelo exemplo” na medida em que demanda uma melhor posição geopolítica no mundo. “Mais um ano sem real ou substancial melhora é uma perda de tempo e é ruim para o Brasil”.

* Editorial do Jornal da Manhã – 04/12/2014

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