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Observatório da Gestão Pública: Caixa Cheio

09 de agosto de 2011 - 08:31

Segundo os últimos dados divulgados no Relatório de Execução Orçamentárias (RREO) do terceiro Bimestre de 2011, a arrecadação total da Prefeitura de Marília nos primeiros seis meses do ano foi superior à prevista.

Estava previsto 245,1 milhões de reais de arrecadação nos primeiros seis meses do ano, entretanto, já foram arrecadados 256,6 milhões de reais, o que representa um acréscimo de 11,5 milhões no caixa da Prefeitura de Marília. No gráfico abaixo podemos visualizar melhor a evolução da arrecadação.

Se compararmos à arrecadação realizada no mesmo período no ano anterior (219,5 milhões de reais) em relação à realizada neste ano (256,6 milhões de reais), veremos que houve um acréscimo de 37,1 milhões de reais no caixa da Prefeitura. No gráfico abaixo podemos verificar a evolução da arrecadação em comparação ao mesmo período do ano passado.

Se mantiver esta tendência de alta para o segundo semestre do ano, a arrecadação total poderá chegar 568,1 milhões de reais, o que representaria 23 milhões de reais a mais no caixa da Prefeitura Municipal do que o previsto para este ano.

Com esta quantia daria para construir:

  • 1 Ginásio de Esportes da Avenida Santo Antônio; ou
  • Pagar 3 anos de merenda escolar para todas as escolas públicas municipais de Marília; ou
  • 46 Unidades Básicas de Saúde (UBS) idênticas as que estão sendo construídas no Jardim Teruel; ou
  • 5 poços profundos de 1200 metros e solucionar o abastecimento de água na cidade de Marília; ou
  • 2 barragens do Ribeirão dos Índios; ou
  • 6 Unidades de Pronto Atendimento (UPA); ou
  • 18 Emeis/Creches, semelhantes a que está sendo construída no Jardim Califórnia.

Ou então, a administração local poderia ao invés de construir, optar pela melhoria do atendimento nos serviços públicos, tais como, saúde, educação, lixo, esgoto, conservação das vias públicas.

Entretanto, apesar da arrecadação estar acima da previsão, e esta muito acima da realizada no ano anterior, os principais problemas persistem, como o tratamento de esgoto e o Aterro Sanitário, que ainda não saíram do papel, e os serviços de fornecimento de água, e atendimento nos postos de saúde que continuam precários. Resta saber quanto mais impostos serão necessários para a atual administração conseguir solucionar os problemas básicos desta cidade, pois se ela fosse tão eficiente no planejamento como é na arrecadação, com certeza os problemas acabariam. Enquanto isso, quem paga a conta somos nós.

Fonte: Fernando Fiamengui/Observatório da Gestão Pública

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