Notícias

Busca

MATRA

ONG aponta que 5 dos 13 vereadores de Marília não apresentaram projetos

08 de agosto de 2014 - 10:09

Os 13 vereadores de Marília (SP) voltaram nesta semana do recesso de 30 dias. E alguns terão que justificar o salário e o voto recebido. Um levantamento de uma ONG apontou que cinco parlamentares não teriam apresentado nenhum projeto neste ano. Entre eles, está o presidente da Câmara.

Os dados da ONG foram baseados em informações do site da Câmara de Vereadores. Na lista de vereadores com menor produtividade em projetos apresentada pela ONG estão: Cícero da Silva (PT), eleito com 2.897 votos; Marcos Rezende (PSD), que teve 1.378 votos; Samuel de Menezes (PR), com 2.135 votos; Silvio Harada (PR) obteve 1.874 votos e Luiz Eduardo Nardi (PR), atual presidente da Câmara e eleito com 2.937 votos.

Dos 13 vereadores, cinco não teriam apresentado nenhum projeto em 2014 (Foto: Reprodução/TV TEM)

Dos 13 vereadores, cinco não teriam apresentado nenhum projeto (Foto: Reprodução/TV TEM)

Para chegar aos números, a ONG analisou os projetos apresentados pelos parlamentares em 23 sessões, de fevereiro a julho, e levou em consideração a sessão extraordinária que ocorreu no mês passado, período de recesso da Câmara. Nesses seis meses, 73 projetos foram propostos, só que apenas 24 eram de vereadores e, os outros 49, da prefeitura.

O presidente da Câmara contesta as informações divulgadas. Ele diz que 76 projetos foram aprovados no último semestre e 121 foram protocolados. Alguns foram rejeitados na votação e outros estão tramitando nas comissões. “Acho que é absolutamente natural. Não acho que o vereador marque sua presença na Câmara pela apresentação de projetos. Ele tem uma atuação muito mais ampla. Tem os requerimentos, as indicações, faz parte de comissões, audiências públicas que participa. Cada um expressa da melhor maneira que ele entende dentro das limitações que o vereador tem para atuar dentro de uma Câmara Municipal”, informou o presidente da Câmara, Luiz Eduardo Nardi.

Os vereadores Herval Rosa Seabra (PSB) e José Bassiga (PHS) foram os que mais apresentaram projetos nesse período: cinco cada. As propostas foram à votação. O próximo passo da ONG será levantar a importância dos projetos de lei que chegam ao plenário.

“Separar por promessas feitas, por necessidades reais, por eventos que acontecem no dia a dia na cidade, pela demanda do Executivo. Fazer essa análise completa e poder direcionar ao eleitor, a saber de fato como anda o trabalho do legislativo de maneira quantitativa e qualitativa”, afirmou o integrante da ONG Matra, Gilberto Martins.

Dos cinco projetos de José Bassiga, por exemplo, um é referente a datas comemorativas, outro transformou uma escola de futebol em espaço de utilidade pública. Ele propôs também a obrigatoriedade de câmeras em caixas eletrônicos e a cassação de empresas que usam trabalho escravo. O quinto projeto obriga cartórios a fixar avisos de orientação sobre certidão negativa de débitos. “São projetos que muito deles a própria população nos sugeri. Então, penso que todos eles são relevantes para benefício da população”, avisou.

O salário de vereador em Marília é de R$ 7,6 mil. O presidente da Câmara recebe R$ 8 mil por mês. Em nota, Marcos Rezende informou que apresentou dois projetos no primeiro semestre: um que instituiu a Semana Municipal de Combate à Violência e Abuso Sexual contra menores, que foi aprovado na Câmara e, outro, que está em tramitação e cria o Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia.

A assessoria do vereador Samuel Menezes esclarece que o parlamentar tem vários projetos em andamento, mas que nenhum entrou na pauta de votação. Por telefone, Silvio Harada disse que o vereador não pode apresentar propostas que envolvam gastos. Já o vereador Cícero da Silva não foi encontrado para falar sobre sua atuação na Câmara.

PARA ASSISTIR A REPORTAGEM CLIQUE NO LINK: http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/08/ong-aponta-que-5-dos-13-vereadores-de-marilia-nao-apresentaram-projetos.html

Comentários

Mais vistos