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Operação Oeste: Justiça Federal condena 12 réus por improbidade administrativa

06 de maio de 2013 - 12:00

Decisão da Justiça Federal de Marília condenou 12 pessoas pelo crime de improbidade administrativa acusadas de participação no “Golpe 3X1” descoberto durante a Operação Oeste, deflagrada pela Polícia Federal em 2007.

A sentença com 134 páginas determinou o ressarcimento do prejuízo e pagamento de multa que ultrapassa a soma de R$ 1,4 milhão. O empresário Arineu Zocante, considerado criminoso de alta periculosidade e preso há alguns por uma série de crimes, foi condenado a quitar o maior valor.

O juiz federal substituto José Renato Rodrigues determinou que ele efetue o pagamento de R$ 661.823,44. O ex-agente da Polícia Federal (PF) de Marília, Emerson Luís Lopes, e o ex- papiloscopista Henrique Pinheiro Nogueira tiveram mais uma vez a perda da função pública, perda do patrimônio no valor de R$ 6,7 mil e mais onze remunerações, totalizando R$ 144.109,88. Já o ex-delegado de Polícia Civil, João Vicente Camacho Ferrairo, foi sentenciado à perda do cargo e pagamento de R$ 117.432,64.

O policial rodoviário federal, Ademílson Domingos de Lima, também foi condenado com demissão e multa que chega a R$ 56,4 mil. A sentença ainda pune o empresário Silvio César Madureira (R$ 86,2 mil), Orlando Felipe Chiararia (R$ 80,4 mil), Carlos Alberto da Silva (R$ 61 mil), Douglas Sebastião da Silva (R$ 32,7 mil), Jesus Antônio da Silva (R$ 47,5 mil), Elaine Cristina de Oliveira e José Mário de Oliveira (ambos com R$ 11,8 mil).

O magistrado ainda absolveu Flávio Eduardo de Oliveira Leme de Godoy da acusação. A sentença ainda cabe recurso em instância superior e será cumprida apenas após transitar em julgado. Caso – Segundo as investigações da “Operação Oeste”, de novembro de 2005 até abril de 2007, quando foi deflagrada, existiam quatro núcleos com diferentes tipos de delitos.

Um deles consistia na apropriação criminosa de dólares da vítima que se propunha a trocar determinado valor, na proporção 1 dólar para 3 reais. Uma das ações do esquema criminoso ocorreu em agosto de 2005, quando o grupo combinou a troca de US$ 100 mil em um hotel da cidade.

Na ocasião, os acusados simularam a negociação de modo que a vítima entregasse a quantia para que, em seguida, após a saída de um integrante com o dinheiro, houvesse a simulação da prisão de um dos integrantes por policiais federais, e a quadrilha permanecesse com toda a quantia.

Fonte: Jornal da Manhã

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