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Para MATRA, pressão popular foi determinante para renúncia de Bulgareli

12 de março de 2012 - 12:09

Na última segunda-feira (05), após sete anos como prefeito de Marília, Mário Bulgareli renunciou ao cargo alegando problemas de saúde. Em seu lugar, assumiu o vice, José Ticiano Dias Tóffoli.

Bulgareli deixou o comando da Prefeitura no mesmo dia em que seria votado o pedido de abertura de Comissão Processante para apurar o pagamento de “mensalinho” a aliados políticos de sua administração.

Segundo denúncias, o esquema era comandado pelo ex-chefe de Gabinete e secretário da Fazenda, Nelson Granciéri, que chegou a ser preso pela Polícia Federal após suspeita de cobrança de propina de fornecedores da Prefeitura. Na época, Granciéri afirmou que Bulgareli sabia de tudo.

De acordo com apurações do Ministério Público, o esquema movimentava cerca de R$ 500 mil por mês.

A MATRA, junto com diversas entidades do movimento social de Marília, pediu na época que o Prefeito abrisse sindicância para apurar o suposto esquema de corrupção instalado na Administração. Entretanto, nada foi feito por Bulgareli.

No dia da renúncia, o presidente da Câmara, vereador Yoshio Takaoka, disse que a abertura da Comissão Processante seria aprovada por unanimidade na Casa.

Essa declaração demonstra a dimensão do desgaste político da administração Bulgareli.

Os mesmos vereadores que hoje supostamente apoiariam o início de uma investigação contra o ex-prefeito recusaram no passado, por duas vezes, pedidos de apuração de suspeitas de irregularidades na administração municipal: em 2009, quando houve o pedido de abertura de uma Comissão Processante para apurar as denúncias de desvio de verbas do tratamento de esgoto; e em 2011, quando a CPI da Merenda comprovou a existência de um esquema de corrupção envolvendo Bulgareli e o ex-prefeito da cidade, Abelardo Camarinha.

Para a MATRA, o dramático fim da administração Bulgareli talvez não ocorresse sem a pressão popular. Nas ruas, era nítida a insatisfação da população com a péssima qualidade dos serviços públicos prestados na cidade.

A entidade acredita que essa tomada de consciência da população tem, sim, muito a ver com a atuação do movimento social de Marília, que, nos últimos anos, uniu-se para denunciar e divulgar irregularidades na administração municipal e no uso das verbas públicas.

Diversas vezes as entidades da sociedade civil do município se uniram e protestaram cobrando ações do Executivo para apurar e dar fim a essas denúncias.

A MATRA afirma que continuará realizando seu trabalho de fiscalização e cobrando para que o dinheiro público seja sempre aplicado em prol da melhoria da qualidade de vida de toda a população.

Para a organização, o sentimento com a posse do novo prefeito é de esperança de que ele cumpra o compromisso assumido quando assinou o documento “Marília de Todos Nós”, em 2008, junto com Bulgareli.

A entidade acredita que Ticiano Tóffoli pode, mesmo nesse curto período, realizar boas ações que melhorem os serviços públicos oferecidos na cidade e a transparência com os gastos municipais.

A organização reafirma seu compromisso e informa que continuará seu trabalho, cobrando ações da Prefeitura para melhoria da qualidade de vida da população, exigindo mais transparência da administração e o combate à corrupção.

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