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Perto do fim?

25 de novembro de 2011 - 08:36

* Marcelo Fernandes

O eleitor mariliense votou nas eleições de 2008 com um só sentimento: uma enorme expectativa social por renovação. Expressou nas urnas uma basta à má gestão, ao coronelismo político, às tentativas de achaque de empresas e cidadãos, às instituições públicas viciadas e inoperantes e, sobretudo, um chega à teia de corrupção com os recursos públicos organizada nos últimos 30 anos na Prefeitura de Marília.
A renovação do mandato de Bulgareli foi motivada pela perspectiva de sepultar essas instituições e condutas públicas arcaicas, bem como as forças políticas moralmente decaídas que lhe dão sustentação. Contudo, a administração Bulgareli não teve a sensibilidade e a força ética e moral para compreender o recado da população, para interpretar o espírito do tempo e cumprir sua tarefa de exterminar a herança maldita da escola abelardiana.
Muito pelo contrario! Apropriou-se dela, dando-lhe novos contornos, atraindo para o espectro dos mal novos atores, tão maléficos quanto os anteriores. Optou por mais do mesmo, caracterizando-se como “farinha do mesmo saco”. Cria (Camarinha) e criaturas (Bulgareli e Nelsinho), mestre e aprendizes mantiveram-se em perfeita sintonia política e ética-moral, capturando para o esquema parcelas da oposição.
Juntos, esse conjunto de forças decadentes, esse espectro do mal feito continuou dilapidando o patrimônio público. Mas, agora, chegou o momento da mudança, da renovação, da realização de uma assepsia na Prefeitura de Marília. Nelsinho é peixe pequeno. A operação Dízimo do Ministério Público, do Gaeco e da Polícia Federal deve ser apenas o início de uma operação Mãos Limpas Marília que, definitivamente, coloquem fim às mazelas e barbaridades que vem sendo feitas pelos agentes públicos no nome de cada um de nós contra a nossa cidade. O sucesso dessa operação só ocorrera quando os mandantes a conduta ilícita no setor público também serem enquadrados. Ainda tem chão para a assepsia geral e irrestrita. O que não podemos é perder o momento de pôr fim nisso que esta aí.
Já podemos respirar? Estamos perto do fim? Rogo que sim!
* Marcelo Fernandes de Oliveira é Professor de Relações Internacionais da UNESP

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