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Por sete votos a seis, Câmara Municipal rejeita relatório final

06 de dezembro de 2011 - 11:10

Por sete votos a seis, a Câmara Municipal rejeitou ontem o relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda, que apontou provas do desvio de verba pública destinada à alimentação escolar para pagamento de propina ao ex-prefeito da cidade, Abelardo Camarinha, e ao atual, Mário Bulgareli, da ordem de R$ 2,6 milhões.

Leia aqui o relatório final da CPI da Merenda

Após grande entra e sai e um longo conchavo, os vereadores Herval Rosa Seabra, Donizeti Alves, José Carlos Albuquerque, Pedro do Gás, César ML, Eduardo Gimenes e Yoshio Takaoka votaram contra o relatório final da CPI.

Já os vereadores Wilson Damasceno, Mário Coraíni Júnior, Sydney Gobetti, Júnior da Farmácia, Eduardo Nascimento e Marcos Custódio foram favoráveis.

Herval Rosa Seabra, demonstrando não saber ao certo as funções de uma CPI, justificou seu posicionamento alegando que o relatório era omisso, uma vez que não fazia nenhum pedido.

Entretanto, o presidente da Comissão, Mário Coraíni Júnior, explicou que a missão de uma CPI é apenas relatar fatos e encaminhar as apurações aos órgãos competentes (Câmara Municipal, Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Justiça, etc.), missão essa que foi cumprida pelos membros da Comissão.

O posicionamento contrário da maioria dos vereadores pode ser visto como uma prévia da votação que deve ser realizada na próxima segunda-feira (12) acerca do pedido de abertura de uma Comissão Processante e de cassação de Bulgareli feito pelo jornalista Osvaldo Machado com base no relatório rejeitado ontem.

Leia o pedido do jornalista Osvaldo Machado na íntegra

Para a MATRA, a única maneira dessa situação ser revertida é por meio da pressão popular.

Por isso, nossa entidade, em conjunto com o movimento social de Marília, convoca todos os cidadãos marilienses a entrarem em contato com seus vereadores e comparecerem na próxima Sessão da Câmara.

Os parlamentares são eleitos para representarem o povo e não para defenderem interesses particulares ou de aliados políticos.
Chegou a hora da população de Marília fazer valer a sua vontade.

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