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Procuradoria reafirma indício de crime em negócios de Palocci

05 de outubro de 2011 - 10:45

Em nota divulgada nesta terça-feira (3), a Procuradoria da República no Distrito Federal reafirma ter encontrado "fatos novos" ao examinar os negócios particulares do ex-ministro Antonio Palocci, conforme revelou hoje reportagem publicada pela Folha.

"Em 8 de agosto, foram encaminhadas ao procurador-geral da República informações apuradas no inquérito civil público que investiga eventual enriquecimento ilícito do ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, referentes a contratos firmados pela empresa Projeto. A comunicação reúne informações que não foram citadas, implícita ou explicitamente, na decisão de arquivamento da representação criminal divulgada pela imprensa e analisada no bojo do inquérito civil", diz a nota.

A Procuradoria informa ainda que, em razão do afastamento da procuradora titular, o caso será analisado pelo substituto, Gustavo Pessanha Velloso, titular do 3º Ofício Criminal. "Caberá a ele a decisão sobre eventual abertura de inquérito criminal, após análise da documentação recebida."

A decisão da Procuradoria da República no Distrito Federal de instaurar o procedimento foi tomada antes mesmo de o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responder ofício no qual foi informado dos novos fatos encontrados pelos procuradores no caso.

Palocci deixou a Casa Civil em junho deste ano, após a Folha revelar que ele multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010, quando foi deputado federal e manteve, paralelamente, uma consultoria privada.

A Projeto, empresa aberta por Palocci em 2006 –quando afirmou ter patrimônio de R$ 356 mil– também comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões.

Em entrevista exclusiva à Folha, Palocci afirmou que não revelou sua lista de clientes a Dilma, atribuiu as acusações a ele a uma "luta política" e disse que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.

Foi a segunda vez que Palocci deixou o governo após um escândalo –em 2006 deixou o Ministério da Fazenda após suspeitas de ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

OUTRO LADO

O advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, afirmou que acompanha, desde o início, as investigações do Ministério Público Federal na área cível e que "não existe absolutamente nenhum fato novo" que justifique um outro inquérito na área criminal.

Fonte: Folha de São Paulo – 04/10/2011

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