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Saúde tem adesão tímida à greve no 1º dia

15 de maio de 2015 - 11:11

A Saúde Municipal teve uma adesão tímida ao movimento no primeiro dia de greve dos trabalhadores da Prefeitura. Grande parte das unidades da rede funcionou ontem, próximo da normalidade. Mesmo assim, o início da paralisação foi sentida pelos usuários do SUS. O pedreiro Juliano dos Santos não conseguiu consulta para a esposa e teve que recorrer ao PA Norte.

Juliano dos Santos tentou atendimento na Unidade de Saúde do JK, que corresponde ao seu endereço, mas foi informado da greve e orientado a levar a esposa ao PA Norte. Mesmo no PA (Pronto Atendimento), ele teve que esperar das 9h às 12h, mas disse que não encontrou uma realidade muito diferente da rotina. “Aqui é sempre cheio, mesmo quando não tem greve. Então não notei muita diferença. E tem médicos atendendo, então está bom”.

Ontem cinco médicos estavam de plantão no Pronto Atendimento da zona norte, número dentro da normalidade. Não houve redução por causa da paralisação, nem aumento para um reforço de greve, como retaguarda às unidades de saúde da rede básica.

A cuidadora Diná Gonçalves Costa também não conseguiu consulta no distrito onde mora e buscou o PA Norte. “A unidade de saúde de Padre Nóbrega já tem uma realidade complicada sem greve. De agora em diante então, não sei como vai ficar”. O aposentado Nelson Sanches teve mais sorte. Ele é atendido pela UBS (Unidade Básica de Saúde) Alto Cafezal, que ainda não tinha aderido à greve ontem. Mesmo assim ele reclamou da espera em obter o resultado de um exame, realizado há 40 dias. “Já vim três vezes na unidade para ver se o resultado chegou. No SUS tudo demora. A greve vai complicar ainda mais”.

Na UBS São Judas a paralisação já influenciou o atendimento, mas de forma parcial. Os médicos começaram a cumprir o mínimo de 30% do atendimento. Ou seja, as 16 consultas do dia devem ficar restritas a cinco, o que pode acontecer em todas as unidades da rede básica de saúde. A vendedora Sirley Ramalho faz uso de medicação controlada e disse que não podia ficar sem o remédio durante a greve. Ela esteve na UBS São Judas, onde costuma ser atendida e foi orientada a buscar o PA Norte. “Estive no PA para receber a avaliação e ser examinada, mas o Pronto Atendimento entrou em contato com a unidade de saúde para autorizar minha receita médica. Agora estou voltando para buscar a receita e obter o medicamento”, contou.

Um agravante para a indignação dos servidores municipais em greve é o aumento de 26,4% no custo do plano de saúde disponibilizado pela Prefeitura. “Esse aumento foi autorizado pela mesma administração municipal que nega 8,42% de reajuste salarial”.

Fonte: Jornal da Manhã

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