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STJ compra mesas de mármore por R$ 7,2 mil

03 de agosto de 2015 - 10:36

O tempo de crise pode afetar as compras nas casas de muitos cidadãos, mas na “família” Judiciário o padrão ainda está alto. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai receber novas mesas de centros e de lateral nos próximos dias. Nos dois casos, o tampo de mármore fará a nova decoração do Tribunal. O custo total é de R$ 7,2 mil.

As duas mesas de centro custarão R$ 4,6 mil. As unidades medem 91 cm de largura, 137 cm de profundidade e 41 cm de altura. O tampo das mesas possuem formato oval e são de mármore branco de 2 cm.

Já quatro mesas de lateral também possuem tampo em mármore branco, mas com bordas chanfradas em acabamento de hidro-óleo impermeabilizante. A base do corpo é em alumínio fundido com pintura branca automotiva. As mesas, que têm custo total de R$ 2,6 mil, ainda possuem sobretampo em matéria resistente para suportar o peso da pedra e o acabamento.

Questões elétricas

A Câmara dos Deputados empenhou R$ 3,9 mil para a compra de um “Alicate Terrômetro Digital”. O aparelho serve para medição de resistência de terra de uma haste de aterramento sem necessidade de hastes de aterramento auxiliares. Além disso, a utilização é possível sem necessidade de desconectar o terra a ser testado e sem interromper o circuito. O “alicate” possui como acessórios pilhas ou baterias necessárias ao funcionamento do equipamento, loop de teste, para verificação de resistência, manual e maleta.

O Senado Federal foi mais básico nas questões elétricas. A Casa reservou R$ 12,6 mil para a compra de 40 fornos elétricos. Os eletrodomésticos possuem termostato com diversas graduações de temperatura, duas resistências, capacidade interna de 44 a 46 litros, gabinete totalmente em aço inoxidável ou externamente pintado em epóxi na cor branca, porta com visor de vidro temperado, grelha deslizante e isolamento térmico.

Móveis e monitores

O Senado ainda vai gastar R$ 16,9 mil para compra de móveis. Ao todo, são sete sofás com preços unitários que variam de R$ 1,4 mil a R$ 4,8 mil. Já o Supremo Tribunal Federal vai adquirir cinco monitores LED com no mínimo 24 polegadas e no máximo 27 polegadas, da marca Dell. Os acessórios custarão R$ 5,6 mil aos cofres públicos.

Café no bule

No Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios vai ter café no bule. A Corte reservou R$ 7,5 mil para a compra de 100 bules para café. Os acessórios de cozinha são em aço inox, com tampa articulada presa ao corpo do bule. Os bules possuem capacidade para até 600 ml da bebida quente.

Ração animal

O IV Comando Aéreo Regional comprou 1,8 mil Kg de ração animal. O alimento completo de alta energia para os cães adultos custará R$ 13,3 mil. A ração tem composição nada básica: arroz quebrado, farinha de vísceras de aves, proteína isolada de suíno, gordura de frango, gordura animal estabilizada, polpa de beterraba, farelo de ervilha, óleo de peixe refinado, óleo vegetal e glúten de milho.

Uniformes sociais

A Secretaria-Geral do Exército renovou o estoque de uniformes sociais por R$ 16,1 mil. O valor inclui 39 paletós sociais masculinos e 39 calças sociais, ambas em tecido tropical. Além disso, foram adquiridos 117 camisas sociais masculinas em tecido tricoline e 117 gravatas confeccionada em tecido Jacquard.

O Grupamento de Apoio de Brasília vai gastar R$ 7,1 mil para a confecção de caixas de papelão, blocos de anotação e estojos de madeira. A Base Aérea de Fortaleza, por sua vez,  comprou 60 cestas básicas de material de limpeza. Cada unidade contém pelo menos oito sabonetes neutros e duas unidades de shampoo com vitamina E e queratina.

Confira aqui as notas de empenho da semana

*Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.

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