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Ética e a educação no Brasil (parte 2)

29 de março de 2012 - 09:34

*Tayon Berlanga

Bauman considera que a visão moderna de mundo está sendo questionada, exigindo que os grandes temas da ética sejam vistos e tratados de maneira nova. Para ele, se “o pensamento e a prática morais de modernidade estavam animados pela crença na possibilidade de um código ético não-ambivalente e não-aporético”, com a pós-modernidade precisamos aprender a viver sem a garantia de uma sociedade perfeita e de um homem perfeito.

Estaríamos diante , portanto, de uma moral não universalizável, mas devemos reconhecer que todas as formas de conduta moral são relativas há um tempo e a um lugar, isto é, são afetadas pelos caprichos da história.

Se a modernidade, como compreender weber, postulava o poder da razão, do conhecimento racional, esse mesmo processo tornou o mundo, como conseqüência imprevista, desecantado, em que se rejeita a possibilidade d e uma valor último determinar a situação existencial e sagital do homem. Viveríamos numa época de politeísmo dos valores. Essa interpretação weberiana é resultado da influencia que Nietzsche teve sobre ele. Ambos suspeitaram da filosofia de Kant, que postulava a idéia de uma reconciliação final da humanidade, isto é, um sentido universal que fundamentaria a existência humana. Grosso modo, ao suspeitar de Kant, Nietzsche e Weber e os pensadores pós-modernos, também estão debatendo os filósofos gregos – Aristóteles e Platão.

É no contexto desse processo que queremos refletir sobre a educação atual, em especial como se dá a sua concretização na vida escolar, destacando a relação professor – aluno. Sabemos da existência do conflito de pontos de vista e de leituras que esses personagens experimentam no cotidiano das salas de aulas. E é a partir desse cenário que devemos verificar em que grau e intensidade é possível haver uma relação entre educação e ética.

Desse modo, o que ocorre na pratica pedagógica torna como referencial os estudos sobre a ética, visando compreender como os homens se conduzem diante dos seus semelhantes, seja do ponto de vista do indivíduo e da sociedade. Ao entendermos a questão das relações humanas, aprofundando seu sentido, com o núcleo da ética, nos proporcionará compreendermos um dos elementos fundamentais da realidade educacional.

Como se vê, a ética trata das coisas humanas. Assim sua abordagem deve ser feita através da conduta que travamos em nossa existência, tanto com outros seres humanos bem com a natureza externa, o que torna a escola um locus privilegiado para observar esses agires.

*Tayon Berlanga é presidente da OAB de Marília

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